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Consulta de Nutricionista: Bebês, comida e saciedade

Por: Joana Adnet

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Consulta de Nutricionista:

Bebês, comida e saciedade

Joana Adnet*

                      

Nascemos sabendo parar de comer quando saciados. Sabemos largar o peito ao final de uma mamada (alguns se enrolam um pouco com uma grande necessidade de sucção, mas um estômago já cheio), sabemos recusar alimentos quando não queremos mais.

E perdemos essa habilidade inata no decorrer da vida.
Na verdade, no decorrer da infância.
Na verdade mesmo, já na introdução alimentar.
Só mais três colheradas! Olha aqui esse brinquedinho que bonitinho! E enfia a colher na boca do bebê na primeira gargalhada.
Assim vamos estragando aos poucos a capacidade dos bebês de entenderem os sinais do corpo de que o estômago já está cheio. Vamos ensinando a naturalizar a sensação “empanturramento” após as refeições. Ensinando que o normal é esse, ficar entulhado de comida. Vamos ensinando que a hora da refeição pode ser um momento tenso, carregado de estresse e impaciência dos pais. 
E que um prato raspado vem com muitos aplausos e alegria (mesmo que ultrapassando todos os sinais do corpo).

Mas meu filho só come meia colherada! Essa criança vai desnutrir! Não vai aprender a comer!
Quantos meses ele tem mesmo? Ah, 7 meses. Um pouco cedo para ter essas preocupações, não acham?

A introdução alimentar, mais que um marco no crescimento e desenvolvimento da criança, é um processo.

E esse processo pode e deve ser lento e gradual. Não é à toa que, entre 6 meses e 1 ano de idade, chamamos a alimentação do bebê de alimentação complementar
Complementar ao aleitamento materno.
Ao longo do segundo ano de vida da criança, essa relação vai se invertendo e o aleitamento passa a assumir um caráter mais complementar em relação à alimentação.
Esse processo, quando conduzido com tranquilidade, respeitando o tempo e os sinais da criança, tem tudo para garantir uma boa relação com a comida. 
Atualmente, das causas mais importantes das doenças de maior incidência no mundo (pelo menos no mundo ocidental) é essa relação ruim com a comida e essa perda da capacidade inata de respeitar os sinais de saciedade do corpo.

Fica essa sugestão de reflexão e de cuidado com nossos pequenos. 

Que comida seja sinônimo de prazer, bons momentos e diversão, e não de estresse, apreensão e mal-estar.

 

 *Joana Adnet

 

• Nutricionista • CRN 2004100166 • adnetjow@gmail.com


Última atualização: 1/2/2017

 

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