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MAMILOS não podem ser censurados: #Mamiloslivres

Por: Prof. Marcus Renato de Carvalho, IBCLC

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Uma conta no Instagram quer desafiar as

políticas de censura a mamilos na internet

Tatiana Dias – Nexo

Redes sociais tratam de forma diferente mamilos masculinos e femininos. Quando não são associadas às mulheres, as fotos são mantidas

FOTOS DE MAMILOS PUBLICADOS PELA CONTA GENDERLESS_NIPPLES

                                                                Mais de 53 mil pessoas acompanham, todos os dias, a postagem de fotos de mamilos em uma conta no Instagram. Não se trata de um projeto erótico ou com apelo de nu artístico. Trata-se de um projeto político.

A conta genderless nipples (mamilos sem gênero, em tradução livre) posta todos os dias uma foto em close de um mamilo. Há mamilos de todos os formatos, tamanhos e cores. Com piercing e sem piercing. Em comum, há o fato de todas as fotos não permitirem que se identifique o sexo do dono daquele mamilo.

Com as postagens e a não-diferenciação de peitos masculinos e seios femininos, a conta quer desafiar a política de nudez do Instagram, que costuma censurar fotos de seios femininos, mas permite homens com peitos desnudos e mamilos à mostra. A conta pede que a política do Instagram seja revista.

O problema não são os mamilos. São os mamilos femininos

A diferenciação entre mamilos femininos e masculinos reflete a maneira como a própria sociedade enxerga os seios femininos. Em grande parte da história da humanidade, os seios eram associados à amamentação e até à pureza. Há muitas obras de arte que mostram mulheres com os seios desnudos, em contextos de amamentação ou não.

Os seios femininos começaram a ter conotação erótica na sociedade ocidental a partir da Idade Média - a nudez passou a ser, aos poucos, banida da arte religiosa. A sociedade ocidental moderna estabeleceu padrões de beleza para o corpo feminino - inclusive os seios - e essa parte do corpo adquiriu um forte apelo erótico - que é o que norteia as políticas censoras que proíbem a nudez nas redes sociais.

A política de uso do Instagram proíbe “nudez” e “nudez parcial” de forma explícita. Na prática, entretanto, a rede social trata de forma diferente os peitos masculinos e os femininos. Fotos de mulheres com os seios desnudos são sistematicamente banidas (mesmo em contextos como a amamentação, por exemplo). Fotos de homens, não.

A conta genderless nipples mostra que, na prática, quando o mamilo está dissociado da imagem feminina - ou quando é impossível identificar o gênero dele - a conta e as fotos são mantidas.

O Facebook, dono do Instagram, tem a mesma política de diferenciação.  Seus termos de uso (em inglês) deixam bem claro que o problema são os mamilos femininos, já que seios mastectomizados, imagens de amamentação e mesmo com uma cicatriz no lugar dos mamilos são permitidos.

Para que um conteúdo seja removido, ele precisa ser reportado pelos usuários e infringir alguma das políticas de uso do Facebook. A rede social não informa se a triagem do conteúdo denunciado como ofensivo é feita por seres humanos ou por um algoritmo.

O Facebook Brasil diz que “trabalha incansavelmente para manter em sua comunidade um ambiente ideal e permitir que as pessoas se expressem criativamente, tomando o cuidado de respeitar a sensibilidade de algumas pessoas com culturas e idades diferentes”. Para a rede social, casos de nudez “podem ofender pessoas sensíveis”.

‘Mamilos livres’ é uma campanha constante na internet

Em 2014, a campanha mundial #Freethenipple incentivou que mulheres tirassem a camisa e mostrassem os seios. A ideia era questionar a sexualização do corpo feminino: afinal, são apenas mamilos. Por que eles não podem ser mostrados? Por que os homens podem ficar sem camisa sem serem incomodados e as mulheres não?

Na época, Rihanna, Miley Cyrus e Scout Williams, filha de Bruce Willis e Demi Moore, aderiram ao protesto:

Em 2016 a campanha foi reavivada com a top modelo Naomi Campbell. A foto de Naomi foi originalmente publicada no Instagram, mas foi banida.

Brasileiras fizeram topless coletivo em 2016

Em setembro de 2016, o Facebook recebeu uma avalanche de fotos de mulheres brasileiras fazendo topless. A ação foi uma resposta à sistemática política de remoção de imagens que têm mamilos femininos.

A cantora Karina Buhr teve a capa de seu último disco, Selvática, removida. A foto, que mostra a cantora nua da cintura para cima, foi classificada pela rede como conteúdo impróprio. 

A remoção da imagem gerou uma onda de apoio nas redes sociais, com centenas de pessoas - homens e mulheres - publicando fotos sem camisa com a hashtag #Selvática.

 

 

 

 

Cultura

 

Na época, o Ministério da Cultura veio a público em apoio à liberdade criativa de Karina. Depois de se manifestar reproduzindo a foto em sua página oficial, o Facebook decidiu tirar a página do ar. O ministério publicou uma nota oficial sobre o episódio.

Não foi a primeira vez que a censura aos mamilos femininos atingiu o MinC. Em abril de 2015, a página publicou uma foto histórica de um casal de índios Botocudos que também envolvia nudez e a imagem também foi removida.

Na época, o ministro Juca Ferreira publicou um texto em que destacava os perigos de corporações hegemônicas, cujo monopólio “draga a multiplicidade de vozes” e “desrespeita as legislações nacionais e internacionais de proteção da diversidade cultural”.

O MinC também ameaçou processar o Facebook, que voltou atrás e liberou a foto.

 

 


Última atualização: 2/2/2017

 

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