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Artigo: Instrumentos de avaliação da Amamentação na prática clínica

Por: Prof. Marcus Renato de Carvalho, IBCLC

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Instrumentos de avaliação do aleitamento materno e seu uso na prática clínica

Instrumentos de evaluación de la lactancia materna y su uso en la práctica clínica

Bárbara Tideman Sartorioa  Kelly Pereira Cocaa  Karla Oliveira Marcacinea  Érika de Sá Vieira Abuchaima  Ana Cristina Freitas de Vilhena Abrãoa 

a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), Escola Paulista de Enfermagem, Departamento de Enfermagem na Saúde da Mulher. São Paulo, São Paulo, Brasil.

RESUMO

Objetivos

Identificar instrumentos de avaliação da amamentação e sua aplicação na prática clínica, validação e adaptação transcultural.

Método

Revisão integrativa, realizada em seis bases de dados e em uma biblioteca eletrônica, entre agosto/2014-dezembro/2015, sem limitação temporal.

Resultados

Foram identificados 19 instrumentos de avaliação do AM. Destes, 12 foram validados e cinco foram adaptados transculturalmente. Quanto à aplicação, destacam-se seu uso para a avaliação do risco de desmame (BAPT) e a percepção/comportamento da mulher em amamentar (BSES-SF e IIFAS).

Conclusão

A identificação dos instrumentos disponíveis e de suas indicações para a avaliação do AM pode auxiliar profissionais na escolha pelo instrumento a ser utilizado, qualificando a assistência materno-infantil.

INTRODUÇÃO

O Aleitamento Materno (AM) é uma prática de promoção à saúde, recomendado de forma exclusiva nos primeiros 6 meses de vida da criança1e, de acordo com as evidências, traz inúmeros benefícios2-3. Estima-se que o AM tenha o potencial de reduzir em 13% a mortalidade infantil por causas evitáveis, especificamente em menores de cinco anos3, sendo esta uma meta a ser atendida por um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, no período de 2016 a 20304.

Apesar dos esforços globais com a implementação de programas e políticas públicas para o incentivo ao AM, as taxas de início precoce, duração e exclusividade ainda não atingiram níveis desejáveis5. Sabe-se que um dos aspectos responsáveis ao desmame precoce está associado aos fatores socioculturais, aspectos intrínsecos à mulher, características anátomo fisiológicas e, especialmente, às dificuldades no manejo apresentadas durante o processo da amamentação6-7.

Nesta perspectiva, diante dos inúmeros fatores que interferem no AME e do objetivo em atingir as recomendações desta prática, a observação da mamada é uma estratégia fundamental, uma vez que possibilita a identificação de problemas, intervenções clínicas e educativas. Para tanto, o uso de um instrumento de avaliação do AM norteia a prática do profissional à medida que sistematiza e registra sua atuação, facilita a proposta de condutas individualizadas à mãe e seu filho, qualifica a comunicação escrita entre os profissionais, o que oferece continuidade para as intervenções, pode ampliar a autoconfiança materna em relação à sua capacidade de amamentar e lidar com as necessidades de seu filho e constitui um indicador de qualidade para as instituições de saúde8.

Assim, os objetivos deste estudo foram identificar os instrumentos de avaliação do AM, aplicação na prática clínica, validação e adaptação transcultural.

MÉTODO

Estudo de revisão integrativa da literatura, que compreendeu as seguintes etapas: seleção da pergunta de pesquisa; seleção da amostra e levantamento de dados por meio do estabelecimento dos critérios de inclusão e exclusão; definição das informações a serem extraídas dos estudos selecionados; avaliação dos estudos incluídos na pesquisa; interpretação dos resultados e apresentação da conclusão9. As perguntas formuladas para responder aos objetivos traçados foram: Quais instrumentos de avaliação da prática do AM existem na literatura científica? Quais métodos de avaliação e indicação utilizados por cada um deles? Quais deles são validados e adaptados transculturalmente?

Foram adotados os seguintes critérios para inclusão dos artigos científicos: pesquisas envolvendo seres humanos, que abordassem a construção, comparação, validação e adaptação transcultural de instrumentos referentes à avaliação do processo de AM, aplicados no período pós-parto, envolvendo recém-nascidos a termo, publicados nos idiomas português, inglês e/ou espanhol, sem delimitação temporal. E, como critérios de exclusão: indisponibilidade de recuperar o trabalho original e artigos de revisão de literatura.

A busca pelos artigos foi realizada no período de agosto de 2014 a dezembro de 2015 por meio dos seguintes Descritores em Ciências da Saúde (DeCS), em português, inglês e espanhol: Aleitamento materno, Avaliação de resultados (Cuidados de Saúde), Avaliação, Mamilos/lesões e Comportamento de sucção. Descritores indexados no Medical Subject Headings (MeSH): Breast FeedingNursing AssessmentObservationOutcome Assessment (Health Care) e Nipples/injuries. Foram utilizadas, ainda, as palavras, também em português, inglês e espanhol: Instrumentos de Avaliação, Observação da Mamada, Protocolo de Observação, Avaliação em Enfermagem e Observação, com a finalidade de ampliar a busca na literatura. Termos indiretamente relacionados, tais como mamilos, lesões e comportamento de sucção também foram adotados para uma busca ampliada, uma vez que são palavras comumente utilizadas nas avaliações da mãe e de seu filho no processo do AM.

Foram consultadas as seguintes bases de dados: Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (LILACS), Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (PubMed/MEDLINE), Base de Dados de Enfermagem (BDENF), Fundación Index (CUIDEN), Cumulative Index to Nursing and Allied Health Literature(CINAHL) e SciVerse Scopus (Scopus); e a biblioteca eletrônica Scientific Electronic Library Online (SciELO). Os descritores e palavras foram combinados com a utilização do operador booleano AND realizando-se todos os cruzamentos possíveis e em todas as bases de dados e biblioteca eletrônica consultadas. A busca resultou em 79 artigos, destes 48 estavam duplicados nas bases de dados consultadas, 10 não responderam ao objeto de estudo e 4 eram artigos de revisão, totalizando ao final 17 artigos.

No intuito de esgotar as publicações existentes na literatura atual, realizou-se uma nova busca a partir dos títulos dos instrumentos identificados nos 17 artigos selecionados anteriormente, em todas as bases de dados/biblioteca eletrônica selecionadas, sendo identificados 211 artigos, dos quais 60 foram excluídos por duplicidade nas bases de dados e 51 selecionados.

Após a seleção dos 68 artigos, foi realizada, ainda, a busca inversa para esgotamento das publicações, cuja seleção se dá a partir da análise de referências dos artigos previamente inclusos. Nesta última, procedeu-se a leitura de todas as referências listadas nos artigos selecionados até o momento, o que resultou a inclusão de outros 3 artigos, totalizando 71 publicações (Figura 1).

O gerenciamento e organização dos artigos selecionados ocorreu por meio de uma planilha, elaborada pelas autoras, que contemplavam variáveis de interesse: caracterização das publicações (ano e país); grau de recomendação e nível de evidência dos estudos; título, objetivo e método de aplicação/pontuação dos instrumentos de avaliação do AM; indicações para a classificação dos estudos em relação ao grau de recomendação e nível de evidência, foi embasada nos critérios adotados pela Oxford Centre for Evidence-based Medicine, que são: 1ª: revisão sistemática (com homogeneidade) de ensaios clínicos controlados e randomizados; 1B: ensaio clínico controlado e randomizado com intervalo de confiança estreito (com homogeneidade); 1C: resultados terapêuticos do tipo “tudo ou nada”; 2ª: revisão sistemática de estudos de coorte; 2B: estudo de coorte (incluindo ensaio clínico randomizado de menor qualidade); 2C: observação de resultados terapêuticos, estudo ecológico; 3ª: revisão sistemática (com homogeneidade) de estudo de caso-controle; 3B: estudo de caso-controle; 4: relatos de casos (incluindo coorte e caso-controle de menor qualidade) e 5: opinião desprovida de avaliação crítica ou baseada em matérias básicas10.

Todas as publicações identificadas, diante da seleção mencionada, foram consideradas no presente estudo independente da aprovação em Comitês de Ética em Pesquisa (CEP), visto o ano em que foram publicados e o método utilizado pelos autores dos respectivos artigos. Os estudos de validação e outros que fizeram teste de confiabilidade e aplicação do ∂-Cronbach do instrumento foram classificados como validados. As pesquisas que relataram a realização da adaptação do instrumento para outra língua que não a de origem do autor, foram classificadas como de adaptação transcultural. No que se refere às questões éticas, o presente estudo não foi submetido ao CEP por tratar-se de dados não provindos de seres humanos diretamente, conforme Resolução CNS 466/2012.

RESULTADOS

A partir da análise dos 71 estudos, identificou-se 21 instrumentos de avaliação do AM com diversos objetivos que permeiam a temática, publicados em 20 países diferentes entre o período de 1988 e 2015, com predominância nos Estados Unidos da América (24 estudos), seguido pelo Brasil (8 estudos), Canadá e China (5 estudos cada), Turquia e Espanha (4 estudos cada).

Dois instrumentos não foram analisados, Infant Feeding Assessment Tool (FeedCat Tool)11 pois se refere à avaliação do tipo de AM, e Gender-Role Attitudes toward Breasfeeding Scale (GRABS)12, pois não haviam informações disponíveis para a análise. Dessa forma, 19 instrumentos de avaliação do AM constituíram o resultado do estudo.

Quanto ao grau de recomendação e nível de evidência dos estudos, segundo Oxford Centre for Evidence-based Medicine, foram encontrados respectivamente: 90,1% grau B (56 estudos nível 2B e 8 2C), 8,5% grau D nível 5 (6 estudos) e 1,4% grau A nível 1B (1 estudo).

No que se refere aos objetivos elencados nos estudos analisados, observou-se uma grande diversidade de propostas entre seus autores. Para facilitar a apresentação, procedeu-se a classificação dos instrumentos em 4 categorias: Avaliação do risco de desmame precoce13-20; Avaliação da percepção e comportamento da mulher em amamentar21-64; Avaliação do comportamento/atitude materna e competências do lactente na amamentação8,63,65-75; e Avaliação das competências do lactente na amamentação63,67,73,76-81 (Quadro 1).

Quadro 1 – Instrumentos de avaliação do AM encontrados segundo o autor que propôs o instrumento, ano da primeira publicação e respectivos objetivos, organizados segundo a categoria estabelecida. (Imagem acima)

Quanto ao método de pontuação e aplicação dos instrumentos, observou-se a existência de métodos variados entre os instrumentos de uma mesma categoria de avaliação, e ainda a possibilidade de auto aplicação por parte da nutriz, especialmente nas categorias 1 e 2, cujos instrumentos apresentam maior número de itens de avaliação (Quadro 2).

Quadro 2 – Instrumentos de avaliação do AM, métodos de pontuação e de aplicação 

No que diz respeito à validação e adaptação transcultural, verificou-se que cinco instrumentos nunca foram validados no país de origem e todos os instrumentos das categorias 3 e 4 nunca foram adaptados para outras culturas mesmo que pesquisados em países diferentes da língua de origem. BSES, BSES-SF e IIFAS apresentaram maior volume de publicações, variando entre 6 a 10 países diferentes, sendo que todas as pesquisas realizaram adaptação transcultural.

Dentre os instrumentos existentes, apenas BSES, BSES-SF, BREAST e Avaliação da Sucção do Recém-Nascido foram pesquisados no Brasil e os dois primeiros foram adaptados e validados no país (Quadro 3).

Quadro 3 – Instrumentos de avaliação do AM segundo validação e adaptação transcultural 

DISCUSSÃO

Os resultados do estudo demonstraram a existência de uma ampla gama de instrumentos disponíveis para o acompanhamento da mãe e seu filho no processo de AM, no entanto, na prática clínica, observa-se uma falta de padronização de seu uso para nortear e documentar o atendimento realizado pelo profissional8.

No que se refere à Avaliação do risco de desmame precoce, os instrumentos BAS19-20 e BAPT13-18 direcionam sua avaliação para a identificação deste risco, uma vez que exigem o levantamento de informações do uso de fórmula infantil, bem como a descrição das situações relacionadas a sua indicação.

Segundo a OMS1, a diminuição da oferta de leite materno e a introdução de líquidos ou sólidos na dieta antes dos 6 meses de vida da criança caracterizam o início do desmame precoce. Outros fatores presentes no manejo do AM, como presença de dor/problema mamário, experiência anterior negativa, entre outros apontadas na literatura, também estão relacionadas ao maior risco de desmame7-8.

Quanto à aplicação na prática clínica, a literatura é restrita para ambos os instrumentos. Apesar de terem em comum o mesmo objetivo, o BAS diferencia-se pela fácil aplicação e precisão na identificação do risco de desmame precoce19-20, semelhante ao Boletim de Apgar usado para avaliar as condições de nascimento da criança, enquanto o BAPT, apesar de apresentar maior abrangência destas causas em seus itens, foi considerado inviável para sua utilização por parte dos pesquisadores15-18, dado o excessivo número de itens avaliativos.

O próprio autor do BAPT13 trouxe como recomendação a redução do instrumento para melhor aplicação na prática, assim, em 2004, houve uma modificação em sua estrutura, porém, após a aplicação em gestantes e puérperas, os resultados não validaram seu uso15. Em 2006, foi novamente revisado e reduzido para 20 itens16, sendo renomeado para “Breast-Feeding Attitude Scale (BrAS)”, e teve seu uso validado. Logo após, em 2007, uma segunda proposta do original foi apresentada por outros autores, desta vez com a modificação do instrumento para 35 itens e pontuação Likert para três pontos17, sendo considerado válido. Em 2011 foi também validado e adaptado transculturalmente por outros autores18, que mantiveram sua estrutura original de itens e apenas modificaram o método de pontuação, com a redução para cinco pontos na escala Likert.

Apesar do BAS ser mais prático, apenas um estudo em espanhol, além do original em inglês, foi encontrado, no entanto, sem adaptação transcultural para o país da língua traduzida20.

O uso de um instrumento que possibilite a identificação precoce do risco de desmame precoce parece ser uma forma eficaz de reduzir a alta prevalência deste evento, proporcionando atenção profissional diferenciada e qualificada, no entanto, ambos os instrumentos se mostraram frágeis a partir dos relatos encontrados na literatura. Os instrumentos BAS e BAPT não apresentam registro de utilização no Brasil.

A segunda categoria, definida como Avaliação da percepção e comportamento da mulher em amamentar, remete à ideia central da autoconfiança da mulher para amamentar seu filho. Sabe-se que a auto eficácia materna está fortemente relacionada ao sucesso da amamentação prolongada, e, consequentemente, na redução das taxas de desmame22,29. Os seis instrumentos reunidos neste grupo, – BSES, BSES-SF, IIFAS, MBFES, HHLS e BPEBI –, revelaram-se abrangentes sobre os aspectos emocionais e conhecimentos maternos no que tange à amamentação. Quanto ao seu uso, os instrumentos mais utilizados com registro na literatura foram o BSES/BSES-SF e IIFAS usados em 12 e 9 países, respectivamente.

O BSES foi construído em 199922 e, devido ao seu extenso repertório de itens, foi posteriormente apresentado em um modelo “Short Form” (BSES-SF) pela própria autora em 200329. No Brasil, BSES/BSES-SF foram os únicos instrumentos validados26-27,35-37 e com adaptação transcultural para o país26-27,35,37. A versão ampla (BSES) foi estudada em 200926, pela primeira vez, e posteriormente traduzido e validado no país27. A versão reduzida (BSES-SF), publicada em 201035-36, 201237 e 201438, revelou que o instrumento é confiável e válido para a avaliação da auto eficácia das puérperas brasileiras durante a amamentação e pode ser utilizada com sucesso para intervenções individualizadas35-38.

No que se refere ao IIFAS, identificou-se que este instrumento também é usado em diversas regiões, sendo validado em 10 países diferentes e, a maioria40,49,51,53-54,56-60, com adaptação transcultural. O instrumento foi considerado útil e forneceu uma avaliação confiável das atitudes maternas em relação ao aleitamento materno, exceto em um estudo realizado no Reino Unido55.

O instrumento BPEBI foi somente publicado por seu autor, que validou seu uso nos EUA21. Já o instrumento HHLS esteve presente em duas publicações, porém somente uma realizou sua validação47 e a adaptação transcultural não foi relatada47-48. Sobre o instrumento MBFES foram encontradas 4 publicações, três delas apresentaram validação para a sua aplicação e adaptação transcultural nos EUA61-63e no Japão64.

Diferente da primeira categoria, os seis instrumentos apresentados na sequência propuseram a avaliação da amamentação por meio da confiança materna, considerando a ideia de capacidade, saber fazer/reconhecer, ter condições e disposição para amamentar nas diversas situações do dia-a-dia, além do comportamento do lactente em relação à saciedade ao amamentar. Este olhar amplia o panorama de avaliação e possibilita direcionar questões subjetivas que dificultam o AM. Desta maneira, estes instrumentos permitem que o profissional dialogue com a nutriz as expectativas e limitações relacionadas à amamentação, satisfação e desejo em amamentar, propondo assim, o cuidado acolhedor, integral e adequado para cada situação.

Quanto à terceira categoria, Avaliação do comportamento/atitude materna e competências do lactente na amamentação, esta aborda os parâmetros da mulher e seu filho no AM e incluiu cinco instrumentos (BREAST, LAT™, LATCH, MBA e MIBPT), os quais analisam o comportamento materno, posicionamento da mãe e criança durante a mamada, comportamento do lactente, pega do bebê na mama, mamada efetiva, saúde das mamas, saúde do lactente e número/tempo de intervalo entre as mamadas8,13,66,74-75.

Quanto à aplicação destes instrumentos, a partir da literatura analisada, observou-se que o instrumento BREAST é de fácil preenchimento e seu uso é amplamente difundido entre os profissionais de saúde, sendo recomendado inclusive nos treinamentos promovidos pela Fundação das Nações Unidas para a Primeira Infância (UNICEF). Embora muito utilizado na prática, somente um estudo brasileiro8 relatou seu uso como protocolo para avaliação das dificuldades no início da amamentação, e não foram encontrados estudos de validação publicados.

Em relação ao MBA, foram encontrados três estudos, porém somente um estudo validou seu uso74 e nenhum deles realizou adaptação transcultural67-68,74.

Sobre o instrumento MIBPT encontrou-se apenas um estudo, sem realização de validação e tampouco adaptação transcultural75. O mesmo ocorreu com o instrumento LAT™, porém, seu uso foi relatado em dois estudos65-66. O instrumento LATCH apresentou o maior número de publicações nesta categoria, sendo reportado nos EUA63,67-70, Espanha71, Itália72 e Turquia73, porém sem descrição de adaptação transcultural. Não há registros de estudos realizados no Brasil com estes instrumentos, com exceção do BREAST.

Estes instrumentos mostraram-se práticos e objetivos para a utilização do ponto de vista clínico da amamentação, ao abordar itens diretamente relacionados à avaliação da mamada. Possibilitam assim, uma avaliação pontual e complementam os instrumentos da categoria anterior.

Apesar dos instrumentos desta categoria apresentarem escasso número de publicações e limitações quanto à validação, sugere-se que mais investigações possam ser feitas no sentido de explorar os seus itens e verificar quais destes abarcam com objetividade os principais itens à serem pontuados em uma avaliação do AM. Dentre eles, o instrumento LATCH é o mais pesquisado, provavelmente pelo modo como se apresenta, assim como BAS, no formato do Boletim de Apgar, o que facilita a sua aplicação na prática e poderá facilitar o profissional de saúde, no entanto, há necessidade de validação e adaptação transcultural para os países que sugerem seu uso.

A quarta categoria, Avaliação das competências do lactente na amamentação, inclui os instrumentos: Avaliação da Sucção do Recém-Nascido na Alimentação no Seio Materno, BBAT, BEET, IBFAT, NOMAS e SAIB. Neste recorte, foram considerados os aspectos relacionados somente ao lactente durante o aleitamento: comportamento, pega, mamada efetiva, saúde do lactente e número/tempo de intervalo entre as mamadas, entre outros8,13,66,74-75.

Em relação à validação e adaptação transcultural, os instrumentos Avaliação da Sucção do Recém-Nascido na Alimentação no Seio Materno76, BEET79, NOMAS80, SAIB81 e IBFAT63,67,73,79 não foram validados no país de origem e tampouco adaptados em outros países, sendo encontrada somente uma publicação de cada instrumento, com exceção do último que apresentou 2 estudos73,79. Já o BBAT foi validado no Reino Unido77sendo seu uso relatado somente em uma publicação.

Ressalta-se ainda que os instrumentos Avaliação da Sucção do Recém-Nascido na Alimentação no Seio Materno76e BBAT77 têm suas publicações datadas de 2014 e 2015, respectivamente, sendo, portanto publicações recentes e pouco exploradas até o momento. A maioria dos instrumentos desta categoria, com exceção do nacional76, não foi explorada por estudos brasileiros.

Assim, os instrumentos desta categoria mostram-se relevantes no sentido de possibilitar o aprofundamento da avaliação do AM, especificamente na identificação das disfunções orais da criança. Neste sentido, entende-se também que pode ser complementar a outros instrumentos já citados, embora necessite de estudos para validação dos instrumentos.

É interessante notar que, embora haja um grande número de instrumentos existentes, eles apresentam objetivos diferentes para o mesmo fim e possibilitam utilização de mais de um instrumento para uma única dupla mãe-filho que amamenta, pois se complementam em relação a amplitude e especificidade para a avaliação do AM.

CONCLUSÃO

Identificou-se 19 instrumentos de avaliação do AM e, destes, 12 foram validados pelos autores das publicações de acordo com o objetivo proposto (BAS, BAPT, BBAT, BPEBI, BSES, BSES-SF, HHLS, IIFAS, MBA, MBFES, IBFAT e LATCH) e apenas cinco foram adaptados transculturalmente (BAPT, BSES, BSES-SF, IIFAS e MBFES).

Os diversos instrumentos de avaliação do AM existentes, a diversidade de objetivos, de seus métodos de pontuação e aplicação dificultou a comparação detalhada dos mesmos, constituindo-se assim a limitação deste estudo. A detecção dos instrumentos disponíveis e suas indicações para a avaliação do AM, no entanto, pode auxiliar os profissionais na escolha pelo instrumento a ser utilizado, qualificando a assistência materno-infantil.

Não foi factível, neste estudo, eleger um único instrumento que atendesse às necessidades globais no atendimento à dupla mãe-filho, devido à variedade de objetivos encontrada nos mesmos. No entanto, destacaram-se os instrumentos BAPT para aplicação na avaliação do risco de desmame e BSES-SF e IIFAS para avaliação da percepção e comportamento da mulher em amamentar.

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Autor correspondente: kcoca@unifesp.br

Leia o artigo completo na Rev. Gaúcha Enferm. vol.38 no.1 Porto Alegre 2017 Epub Apr 20, 2017 http://dx.doi.org/10.1590/1983-1447.2017.01.64675

 

 


Última atualização: 11/10/2018

 

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