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CONVITE: Seminário FACES da VIOLÊNCIA contra a MULHER

Por: Prof. Marcus Renato de Carvalho, IBCLC

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Câmara dos Deputados vai discutir

epidemia de cesarianas no país

 

MARIA CLARA SERRA oglobo.com.br

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados vai debater, no dia 7 de maio, a violência obstétrica no Brasil.

A audiência será fruto do caso Adelir Lemos de Goes, a gaúcha obrigada por decisão judicial a dar dar à luz por cesariana em 1º de abril, gerando uma onda de protestos que se espalhou por diversos países.

O debate foi proposto pelo deputado Jean Wyllys (PSOLRJ), a pedido da ONG Artemis, de defesa das mulheres, e terá a participação da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos e Minorias, do Ministério da Saúde, da Secretaria de Políticas para as mulheres da Presidência da República e da própria Adelir, entre outros agentes governamentais e da sociedade civil.

Em seu requerimento, Wyllys citou o caso da gaúcha e uma série de referências que garantem à mulher o direito de escolha da forma de dar à luz e de acompanhamento familiar durante o parto - o que foi negado a Adelir sob a justificativa de que "seu marido estava nervoso".

- A Artemis pediu a audiência pública com a intenção de pautar no Legislativo a necessidade da cobrança de leis que já existem para o atendimento ao parto e que estão sendo descumpridas, além de sugerir novos projetos - disse Raquel Marques, presidente da ONG.

- Não temos notícias de outra mulher que tenha realizado uma cesariana por decisão judicial no país. Nosso receio é que o caso Adelir abra precedente.

O requerimento da audiência cita também o problema da epidemia de cesáreas no Brasil, fazendo referência a uma nota publicada no site da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) sobre o risco desse tipo de procedimento.

Wyllys mostra ainda que realizar a cirurgia sem respaldo em evidências científicas, e sem real necessidade clínica, é considerado infração no Código de Ética Médica.

BRASIL, LÍDER EM CESÁREAS Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2010, o Brasil e a China foram responsáveis por metade das cesáreas realizadas no mundo. Entre 2010 e 2013, a pesquisa "Nascer no Brasil", da Fiocruz, mostrou que 53% dos partos na saúde pública foram cirúrgicos. Bem acima do limite máximo recomendado pela OMS, de 15%.

A obstetra Ana Fialho, do Hospital Maternidade Maria Amélia Buarque de Holanda, um centro de referência do parto humanizado no Rio, comemorou a discussão na Câmara: - Acredito que a transformação acontece com a informação.

Conseguimos tornar o país um dos principais incentivadores da amamentação exclusiva no mundo com campanhas educativas que atingiram não só a população em geral, mas principalmente os profissionais de saúde - conta Ana. - Um modelo semelhante, com foco na atenção humanizada ao parto, pode ter os mesmos resultados.

Segundo Ana, há, por parte dos médicos, o receio de que o protagonismo feminino resulte em perda de autonomia médica, além do medo da responsabilização diante de alguma complicação no parto normal.

- A educação médica tende a focar na doença, não na saúde, mas sabemos que o parto, na grande maioria das vezes, é um evento fisiológico não complicado - analisa. - É importante garantir ao médico que as boas práticas serão reconhecidas e protegidas. No imaginário popular, a cesariana é a resposta a qualquer dificuldade obstétrica. Mas não é.

A ReHuNa - Rede pela Humanização do Parto e Nascimento, estará representada e fará uma exposição sobre a Violência Obstétrica.

 

 

 

 


Última atualização: 5/5/2014

 

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