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Deu no NEW YORK TIMES: Revisão Sistemática de VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA

Por: Prof. Marcus Renato de Carvalho, IBCLC, UFRJ

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Nova revisão sistemática descreve violação de direitos humanos que mulheres sofrem durante o parto


       Nova revisão sistemática conduzida pela OMS descreve os tipos de violação de direitos a que mulheres são submetidas durante a assistência ao parto. Na imagem, o lançamento da revisão em destaque no jornal The New York Times, em 30 de junho de 2015.

Em todo o mundo, mulheres enfrentam diversas formas de desrespeitos, abusos e maus-tratos durante o parto em instituições de saúde. De acordo com uma nova revisão sistemática conduzida pela Organização Mundial de Saúde e publicada na revista PLoS Medicine, o fenômeno pode incluir abuso físico, sexual e verbal, falta de cuidados solidários, negligência, discriminação e negação da autonomia das pacientes.

Profissionais de saúde podem ser responsáveis por maus tratos, no entanto, trata-se de um problema de saúde que também pode resultar de uma complexa variedade de fatores, incluindo diferentes falhas sistêmicas que impactam desde os serviços de saúde até o sistema de saúde como um todo. A tipologia apresentada nesta revisão sistemática – sobre como as mulheres são maltratadas durante a assistência ao parto – está embasada em uma síntese deevidências qualitativas e quantitativas descritas em 65 estudos realizados em 34 países.

 

Qualidade da assistência obstétrica e direitos humanos

Estima-se que, em 2010, ocorreram 289 mil mortes maternas, das quais 99% aconteceram em países de baixa e média renda. Melhorar a qualidade do cuidado, especialmente no ciclo gravídico-puerperal, é fundamental para reduzir as mortes e incapacidades evitáveis de mulheres e crianças. A revisão sistemática observa que os maus-tratos perpetrados contra as mulheres durante a assistência ao parto constituem violação dos direitos humanos de receber cuidados em saúde sexual e reprodutiva de forma respeitosa e digna.

“Devemos dedicar esforços para encontrar um processo pelo qual as mulheres e os profissionais de saúde estejam engajados em promover e proteger a participação das mulheres em experiências de parto seguras e positivas, incluindo o respeito à autonomia e à dignidade das mulheres sobre seus corpos e suas escolhas,” 

Meghan Bohren, autora do artigo.

 

Categorias de consenso

Os autores afirmam que, embora exista agora um crescente reconhecimento de que as mulheres são submetidas a maus-tratos, “em nível global, não há consenso sobre como tais ocorrências são definidas e medidas”.

Tendo isso em vista, a nova revisão conduzida pela OMS propõe uma tipologia mundial, abrangente e baseada em evidências, que define claramente os tipos de maus-tratos aos quais as mulheres são submetidas durante o parto dentro dos serviços de saúde. Esta tipologia foi criada com o objetivo de apoiar futuras pesquisas com indicadores e ferramentas para medir a prevalência dos maus-tratos às mulheres durante o parto, e para desenvolver e avaliar intervenções que visem a redução dos maus-tratos e a promoção do cuidado respeitoso.

“São esforços necessários para melhorar a qualidade da assistência à saúde materna, aumentar a demanda por partos sob cuidados institucionais e, de forma mais ampla, proteger os direitos humanos fundamentais das mulheres”,

diz Bohren.

Os resultados também têm objetivo de apoiar a gestão de políticas e identificar intervenções com capacidade de prevenir tais maus-tratos. O objetivo dos autores é amparar esforços para o desenvolvimento de um consenso global para definir os maus-tratos sofridos pelas mulheres durante o parto.

*Acesse o texto de divulgação original, em inglês: 

Women face diverse forms of mistreatment and abuse during childbirth in health facilities worldwide

Tradução livre de Ana Carolina Franzon Fonte: saudenacomunidade.org

 

Última atualização: 18/9/2015

 

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