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Unicef: ESPERAR a hora do PARTO, salva vidas e garante saúde

Por: Prof. Marcus Renato de Carvalho, IBCLC, UFRJ

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Unicef lança bela campanha:

“QUEM ESPERA, ESPERA!”

 

POR QUE ESPERAR?

A maneira mais precisa de se saber se um bebê está pronto para nascer é esperar que ela mesma dê o alerta. Quando o recém-nascido está pronto, o trabalho de parto se inicia espontaneamente e pode resultar em um parto normal – quando tudo corre bem – ou em uma cesariana, caso seja necessária uma intervenção cirúrgica.

O trabalho de parto é benéfico para a mulher e o bebê. Nesse momento, por exemplo, são liberadas substâncias que ajudam no amadurecimento final do organismo da criança, como o hormônio corticoide, que age no pulmão. Para a mulher, o trabalho de parto ajuda também a liberar hormônios importantes, que vão prepará-la para a amamentação.

Bebês nascidos antes do trabalho de parto espontâneo estão mais sujeitos a problemas de saúde

Estudos mostram que cada semana a mais de gestação aumenta as chances de o bebê nascer saudável, mesmo quando não há mais risco de prematuridade. As últimas semanas de gestação permitem maior ganho de peso, maturidade cerebral e pulmonar. Esperar o trabalho de parto espontâneo é a melhor maneira de garantir que a criança está pronta para nascer.

 

O Brasil é 2º país no mundo em percentual de cesarianas. Parte delas acontece de forma eletiva, sem fatores de risco que justifiquem a cirurgia e sem esperar o trabalho de parto espontâneo

Em uma situação de alto risco, a cesariana pode salvar a vida da mulher, do bebê ou de ambos. No entanto, utilizar a cesariana de forma eletiva – como regra, não exceção – é inaceitável do ponto de vista das evidências científicas.

 

O parto normal tem início de forma espontânea e o nascimento ocorre por via vaginal. É um processo que respeita o momento certo de nascimento e acontece da forma mais natural possível.

Quando optar pelo parto normal

 O parto normal deve ser sempre a primeira opção por trazer benefícios para a mulher e o bebê.

 

Vantagens para a mulher

 Favorece uma recuperação mais rápida e sem dores após o parto.

 Permite a interação plena com o bebê, desde o primeiro minuto do seu nascimento, favorecendo a criação do vínculo.

 Reduz a probabilidade de repasse de drogas para o bebê, pois, geralmente, a mulher não recebe medicamentos no parto normal.

 A mulher não precisa ser submetida a procedimentos desnecessários e não terá cicatrizes.

 

Vantagens para o bebê

Ao passar pelo canal vaginal:

 O tórax é comprimido, favorecendo a expulsão do líquido amniótico dos pulmões.

 Acelera a maturidade pulmonar e previne problemas respiratórios.

 Melhora o sistema neurológico.

 Fortalece o sistema imunológico.

 O bebê nasce mais ativo e tem mais chances de se alimentar exclusivamente do leite materno sob livre demanda.

 

Além disso, ao passar pelo canal vaginal, a flora bacteriana da mãe passa para o bebê, ajudando-o a formar sua própria flora intestinal (microbiota). Essa microbiota da criança, formada a partir da passagem no canal de parto, previne, no futuro:

 em 20% o aparecimento de diabetes tipo I (melhoria do sistema metabólico);

 em 16% o aparecimento de asma;

 o aparecimento de alergias e doenças autoimunes (melhoria do sistema imunológico).

 

Para que o parto e o nascimento sejam humanizados, é importante levar em conta os procedimentos abaixo:

• Garantir que o (a) acompanhante escolhido(a) pela mulher esteja presente em todas as etapas do parto e pós-parto.

• Permitir que a mulher seja acompanhada por uma doula.

• Propiciar um ambiente tranquilo à mulher na hora do parto, respeitando sua privacidade.

• Manter uma comunicação frequente entre a equipe de saúde e a mulher.

 

Em um parto e um nascimento humanizados, deve-se evitar:

• Provocar ou acelerar o parto sem necessidade.

• Romper a bolsa amniótica artificialmente.

• Forçar desnecessariamente a saída do bebê.

• Fazer episiotomia (corte no períneo).

• Cortar imediatamente o cordão.

• Deixar de monitorar os batimentos cardíacos do bebê durante o trabalho de parto e no período expulsivo.

• Fazer cesariana marcada e desnecessária.

 

Seja normal ou cesariano, o parto humanizado deve respeitar as expectativas da mulher e levar em conta as condições de saúde dela e do bebê

O conhecimento dos seus direitos e a realização de um pré-natal de qualidade são fundamentais para favorecer a humanização da atenção ao parto e do nascimento. Muitos conceitos têm sido adotados para a definição de humanização do parto e nascimento. Todos têm em comum o respeito à mulher como protagonista do processo e o foco na saúde do bebê.

 

Apresentamos apenas uma amostra do que está no site criado pelo UNICEF

 

http://www.quemesperaespera.org.br/

 

Todo o nosso apoio!

Oportuna, bonita, embasada campanha.

 

Prof. Marcus Renato de Carvalho


Última atualização: 20/4/2017

 

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