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Parteira dos EUA questiona modelo obstétrico tradicional

Por: Delma Medeiros

Norte-americana defende o parto natural

   

  Especialista e autora de livros sobre o tema participa de evento sobre métodos de nascimento

Da Agência Anhangüera
 delma@rac.com.br


Resgatar as formas naturais de nascimento e a sabedoria das parteiras, e conscientizar a classe médica sobre os benefícios do parto natural foram os objetivos principais da série palestras que a norte-americana Ina May Gaskin, uma das mais conceituadas parteiras do mundo, proferiu no Brasil. Atuando há mais de 30 anos como parteira, Ina May frisa que o parto é um “evento natural e que pode ser vivido com profunda alegria e satisfação”.

Ela esteve ontem em Campinas, no Centro de Atenção Básica à Saúde da Mulher (Caism) da Universidade Estadual de Campinas (Únicamp) ministrando palestra e workshop sobre o tema Resgatando a Confiança no Processo do Parto e Reduzindo a Taxa de Cesarianas. O evento serviu de abertura para dois cursos que o Núcleo de Parto Alternativo do Caism oferece a partir de janeiro, via internet: Preparação Psicológica e Física para a Gestação, Parto, Puerpério e Aleitamento, e Atenção ao Parto de Baixo Risco.

Segundo Ina May, os médicos brasileiros seguem o modelo americano, que incentiva as cesáreas, mesmo sem necessidade. A prática continuada levou muitos profissionais ao desconhecimento sobre o parto normal. “Nos hospitais, as mulheres muitas vezes ficam sem alternativa, o que é muito triste”, diz a parteira. Ela cita que, pelos dados oficiais, os índices de mortalidade materna nos Estados Unidos é de 11 mortes por 100 mil partos.

No entanto, conforme o Centro de Controle de Doenças Infecciosas, o volume é três vezes maior. No Brasil, a taxa oficial é de 140 mortes por 100 mil partos, mas a estimativa é que o número real também seja três vezes superior.

O obstetra Hugo Sabatino, coordenador do Núcleo de Parto Alternativo do Caism, diz que a cesárea pode aumentar o risco da mortalidade materna em até sete vezes, em alguns locais. Além disso, as complicações pós-cirúrgicas aumentam 35 vezes nas cesáreas em comparação com partos normais. “Mas o risco maior é para as crianças”, frisa Sabatino, citando que alguns médicos marcam a cesárea antes da data de maturidade do bebê, que nasce imaturo, sem defesas e mais suscetível a doenças.

Riscos

Sabatino cita que os partos de baixo risco são possíveis em 80% das gestações, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). No Núcleo de Parto Alternativo, a taxa é de 70% de partos normais para 30% de cesáreas.

No Caism em geral, que faz cerca de 300 partos/mês, a média é de 50% para cada tipo. No Brasil houve um pequeno crescimento nos partos normais em pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), alcançando a marca de 60%.

Além de ministrar palestras pelo mundo, Ina May é autora de vários livros sobre o tema. O primeiro, Spiritual Midwifery, já vendeu mais de um milhão de cópias e foi traduzido para diversas línguas. Ela afirma que em alguns casos a cesárea é necessária, mas na maioria pode ser dispensada. “As cesáreas podem ser reduzidas a menos de 10% do total de partos em qualquer lugar”, afirma.

Para ela, as parteiras poderiam ajudar os médicos e ensiná-los sobre o parto normal antes que aprendessem os métodos científicos. “O parto normal é mais seguro, dá mais confiança para as mulheres e tem recuperação mais rápida”, diz Ina May, que tem licença para exercer a profissão de parteira nos Estados Unidos.

 
 


Última atualização: 2/2/2011

 

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