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Conferências 30 anos de MÃE CANGURU => POSTERES CIENTÍFICOS: Resumos

Por: Comissão Cientifica das Conferências 30 anos

   

  CONFERÊNCIAS 30 ANOS de MÃE CANGURU

São Paulo - Rio de Janeiro

 

Pôsteres Científicos

Resumos

 

COMPARAÇÃO DA ADESÃO MATERNA ÀS ORIENTAÇÕES DO MÉTODO MÃE-CANGURU NO PRÉ E PÓS ALTA DO HOSPITAL SOFIA FELDMAN

Chagas, D.O.1; Pereira M.A.S.1; Nicomedes T.M.1; Lima R.A.B.C.1; Azevedo V.M.G.O.2

1. Universidade de Itaúna (MG) / 2. Hospital Sofia Feldman (Belo Horizonte – MG)

Introdução: O contato íntimo da mãe com seu bebê prematuro através do Método Mãe-Canguru (MMC) pode interferir positivamente na formação do vínculo mãe e filho e na relação desse bebê com o mundo, resgatando a auto estima dos pais fazendo com que se sintam úteis e participem ativamente da recuperação de seu bebê. Contudo, ainda existem falhas no que se refere as orientações e à continuidade do MMC após a alta hospitalar.

 

Objetivo: Verificar a eficácia e a continuidade das orientações recebidas pelas mães de recém-nascidos prematuros e de baixo peso relacionados ao MMC no pré e pós-alta hospitalar do Sofia Feldman/Belo Horizonte – MG.

Métodos: Em um estudo do tipo descritivo, foram selecionadas, através de amostra de conveniência, as mães de recém-nascidos com peso inferior a 2000g e idade gestacional inferior a 37 semanas internadas no Hospital Sofia Feldman. O estudo foi dividido em duas etapas: aplicação de um questionário fechado antes da alta hospitalar e um segundo questionário, aplicado as mesmas mães após a alta hospitalar, via telefone. Os questionários continham perguntas objetivas quanto às orientações e à adesão ao MMC e sobre o relacionamento mãe/equipe hospitalar. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade de Itaúna (011/08) e do Hospital Sofia Feldman (06/2008).

Resultados: A amostra estudada foi constituída por 27 mães selecionadas entre julho a novembro/2008. Após a análise dos questionários, ficou demonstrado que a realização da posição mãe-canguru apresentou uma média de 2 horas e 30 minutos diária no hospital, enquanto no domicílio, uma média de 1 hora e 47 minutos. A adesão ao posicionamento mãe-canguru tanto no pré quanto no pós alta hospitalar foi de 63%, e o relacionamento com a equipe multidisciplinar foi considerado de bom a muito bom. Além disso, o aleitamento materno exclusivo no pré-alta era de 48% entre as mães e no domicílio de 62%

Conclusão: As orientações relacionadas ao MMC repassadas pelos profissionais do hospital Sofia Feldman às mães de crianças prematuras e de baixo peso ao nascimento foram relativamente suficientes para a adesão materna tanto no período da pré alta hospitalar, como também em seus domicílios, sendo o relacionamento com a equipe considerado bom a muito bom em 96,3% dos casos.

Bibliografia

1 - Venancio, S.I.; Almeida, H. Método Mãe Canguru: aplicação no Brasil, evidências científicas e impacto sobre o aleitamento materno. Jornal de Pediatria, n. 80, p.173-180, 2004.

2 - Sarti , C.A. A Família como Ordem Simbólica. Psicologia USP, vol. 15, n.3,p. 11-28, 2004.

3 - Caetano C.L, Scochia C.G.S., Angelo, M. Vivendo no método canguru a tríade mãe-filho-família. Rev Latino-am Enfermagem, vol.13, n. 4, p.562-8, 2005

4 - Toma, TS.  Método Mãe Canguru: o papel dos serviços de saúde e das redes familiares no sucesso do programa. Cad. Saúde Pública, vol. 19, n. 2, p.233- 242, 2003.

PANORAMA DA SEGUNDA ETAPA DO MÉTODO MÃE CANGURU NA MATERNIDADE ESCOLA DA UFRJ: NOVE ANOS DE ASSISTÊNCIA HUMANIZADA

Carino, M.R.F.; Sousa, S.V.F.; Silva, L.J.; Bornia, R. G.

Maternidade Escola da UFRJ (Rio de Janeiro - RJ)

re.carino@terra.com.br

Através do patrocínio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)   foi possível a  Maternidade Escola da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ME- UFRJ)), em agosto de   2000 implementar o Método Mãe Canguru (MMC)  em suas três etapas. Também graças a esse apoio financeiro, as instalações físicas do alojamento canguru puderam  ser concretizadas de acordo com as  diretrizes do Manual de Normas Técnicas do MMC, do Ministério da Saúde, além de seguir criteriosamente os processos de elegibilidade para a inclusão dos neonatos e mães no método. Neste contexto foi elaborado um estudo  transversal e descritivo,  que objetivou  traçar o perfil dos bebês participantes da segunda etapa do Método Mãe Canguru (MMC) na Maternidade Escola da UFRJ, no período de agosto de 2000 a maio de 2009.  A coleta de dados foi realizada através da consulta de 390 prontuários, onde foram avaliadas as seguintes varáveis: idade corrigida e peso dos bebês na admissão da segunda etapa do MMC; tempo de permanência nesta etapa e o tipo de alimentação na alta hospitalar. Dentre os principais resultados verificou-se que a média de idade corrigida dos bebês foi de 35 semanas e dois dias, e o peso médio foi de 1.766g na admissão da segunda etapa do MMC; quanto ao tempo médio de permanência na segunda etapa foi de 11 dias; e foi observado que 81% dos bebês participantes saíram de alta hospitalar em aleitamento materno exclusivo, 18% em aleitamento misto (leite materno /fórmula) e  apenas 1%  com fórmula. De acordo com os resultados obtidos ficou evidenciado o sucesso  no que diz respeito ao aleitamento materno  no Programa Mãe Canguru da Maternidade Escola da UFRJ,  que veio reafirmar a essência da tríade   do Método Mãe Canguru que é  calor, amor e aleitamento materno.

Bibliografia

Carvalho, MR e Tamez, R. – Amamentação – bases científicas. 2 a. ed. Rio de Janeiro, Ed. Guanabara Koogan, 2005

Charpak N, Calume ZF & Hamel A 1999. O método mãe-canguru – pais e familiares de bebês prematuros podem substituir as incubadoras. Chile: McGraw Hill, edição brasileira.

Boff L 1999. Saber cuidar: ética do humano – compaixão pela terra. Ed. Vozes. Petrópolis.

Ministério da Saúde 2002. Atenção humanizada ao recém-nascido de Baixo Peso – Método Mãe-Canguru – Manual Técnico. Brasília

CONSIDERAÇÕES SOBRE OS 30 ANOS DA METODOLOGIA MÃE-CANGURU E OS 10 ANOS DE ENSINO-PESQUISA-ASSISTÊNCIA DESSA TÉCNICA NA PEDIATRIA DA UFRJ

Paz, B.R.; Leal, I.R.; Albuquerque, M.P.S.; Silva, M.L.; Trindade, T.M.S.

Orientação: Carvalho, M.R.C,; Azevedo, C.E.S.

IPPMG / Maternidade-Escola / Departamento de Pediatria / Faculdade de Medicina / UFRJ (Rio de Janeiro – RJ)

brunorpaz@gmail.com

Introdução: Foi em 1979 que os Drs. Héctor Martínez e Edgard R. Sanabria, do Hospital San Juan de Dios em Bogotá, na Colômbia, iniciaram uma grande transformação na concepção e na forma de lidar com o RN prematuro e/ou de baixo peso.  Vinte anos depois, no Brasil, o Ministério da Saúde reconheceu esta modalidade assistencial pelo SUS, publicando na Norma para a Atenção Humanizada ao recém-nascido de baixo peso. Com o apoio financeiro do BNDES, em 2001, é inaugurado o Alojamento Conjunto e a Sala de Atividades Mãe-Canguru na Maternidade Escola da UFRJ, propiciando campo de estágio prático para alunos de graduação e pós-graduação. O contato pele-a-pele e a posição canguru, que provêem calor e evitam o refluxo gastro-esofágico e a broncoaspiração, são benefícios que, associados à alimentação com leite materno exclusivo, aumentam o vínculo afetivo mãe-filho possibilitando alta hospitalar precoce (independente do peso) e diminuição das afecções perinatais, a primeira causa de mortalidade infantil na atualidade. Na área de investigação científica, esta metodologia possibilitou a produção de uma tese de Mestrado: “Musicoterapia no incentivo à amamentação em prematuros”, orientada por docentes da Pediatria.

Justificativa e Metodologia: Reconhecendo a importância desse tema, o Departamento de Pediatria, desde 1999, incluiu no conteúdo programático da Disciplina de Clínica Pediátrica I, os seminários de Tecnologia Mãe-Canguru, onde alunos do sétimo período do curso de Medicina da UFRJ pesquisam e apresentam seus fundamentos fisiológicos e filosóficos. Foram realizados nesse período de 10 anos um total de 44 seminários apresentados por grupos com 2 ou 3 alunos, que eram avaliados sempre pelos mesmos docentes. A escala de notas nesses seminários varia de 10 (máxima) a 0 (mínima).

Resultados: Os estudantes obtiveram notas muito altas: 10,0 para 8 (18%); 9,5 para 19 (43%); 9,0 para 13 (29%) e 8,5 somente para 4 grupos (9%). As notas foram sempre excelentes (9,0 – 10,0) e muito boas (8,0 – 8,9). Nenhuma nota recebida foi classificada como boa, regular ou ruim.

Conclusão: Na avaliação dos docentes de Pediatria, os alunos do curso de graduação em Medicina reconhecem a importância deste tema para a sua formação, refletindo na alta qualidade das apresentações dos seminários e conseqüente obtenção de notas altas. Além disso, o tema provavelmente causa grande impacto em alunos e professores devido ao embasamento científico de um assunto que é encarado essencialmente como emocional.

Bibliografia

www.aleitamento.com

Ministério da Saúde - Atenção Humanizada ao RN de Baixo Peso: Método Mãe Canguru – Manual do Curso, 1ª. Ed. Brasília, 2002.

Carvalho, M.R e Tamez, R. – Amamentação – bases científicas. 2 a. ed. Rio de Janeiro, Ed. Guanabara Koogan, 2005.

Carvalho, M.R. Método mãe-canguru de atenção ao prematuro. Rio de Janeiro: BNDES,2001.

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SEGUIMENTO AMBULATORIAL DE CRIANÇAS NASCIDAS PREMATURAMENTE EM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO AMIGO DA CRIANÇA

Souza, F.S.; Gonçalves, C.M.; Teske, M.; Barbosa, S.V.N.; Modes, L.C.; Iha, M.R.

Hospital Municipal Universitário de São Bernardo do Campo

cmrmg@uol.com.br

Introdução: O avanço da assistência neonatal aumentou a chance de sobrevivência de crianças nascidas prematuramente. Entretanto, há poucos trabalhos, avaliando o crescimento e desenvolvimento destas crianças em médio e longo prazo.

Objetivo: Descrever e avaliar o crescimento e desenvolvimento de crianças nascidas prematuramente, após a alta hospitalar.

Metodologia: Estudo prospectivo de coorte, realizado em Ambulatório de Segmento de crianças nascida com menos de 1500g ou 33 de idade gestacional no Hospital Municipal Universitário em São Bernardo do Campo que participaram do Método Mãe Canguru. As consultas são realizadas por equipe multidisciplinar, trimestralmente, quando são obtidos dados antropométricos (peso, altura e perímetro cefálico), tempo de aleitamento materno e introdução de alimentação complementar. O desenvolvimento neuropsicomotor é selecionado por meio do teste Denver II e o vínculo mãe e filho observado pela relação da díade. Foram selecionadas para esse estudo 136 crianças das quais 61 foram excluídas devido apresentarem encefalopatia crônica não progressiva (9), síndromes genéticas (4), óbito durante o segmento (4), com idade inferior a 1 ano (19) e que compareceram a menos de 3 consultas (25). Para análise dos resultados utilizou-se a mediana como medida de tendência central e o cálculo do risco relativo. Adotou-se α < 5%.

Resultados e discussões: Entre as 75 crianças deste estudo a mediana de idade foi de 2,6 anos (1,0; 4,0) e 47/75 (62,7%) eram do sexo feminino. A mediana do peso ao nascer foi de 1240 g (640; 1495), da idade gestacional 31 semanas (24,0; 35,9) e do tempo de internação hospitalar 58 dias (10,0; 170,0). Peso inferior a 1000 g foi observado em 16/75 (21,3%) e crianças pequenas para a idade gestacional (PIG) em 11/75 (14,7%). A mediana de aleitamento materno total foi de 5 meses (1; 12), incluindo o período de internação e após alta. Desenvolvimento neuropsicomotor questionável, em algum momento do seguimento, foi observado em 18/75 (24%) das crianças. O tempo de aleitamento materno, após a alta hospitalar, foi um fator de proteção (RR = 0,18; IC 95% 0,03 – 1,29) e o tempo de internação fator de risco (RR = 4,55; IC 95% 2,1 - 10,0) para o desenvolvimento neuropsicomotor questionável. Em relação ao crescimento, a mediana da idade corrigida para normalização da condição nutricional (catch-up), considerando valores adequados aqueles superiores a -2 z-escore dos indicadores antropométricos foi de 3,4 meses (0,1; 17,9) para o peso/estatura; 9,8 meses (3,0; 34) para a estatura/idade; 8,4 meses (3,3; 23,7) para o peso/idade e 6,1 meses (1,6; 21,8) para a circunferência craniana.

Conclusões: Para crianças nascidas prematuramente a continuidade do aleitamento materno após a alta hospitalar é estratégia importante para prevenir alterações do desenvolvimento neuropsicomotor e fortalecimento do vínculo. A circunferência craniana é o segundo indicador a mostrar recuperação, tal fato é bastante relevante, uma vez que, o desenvolvimento do sistema nervoso central ocorre de forma mais intensa nos dois primeiros anos de vida.

Bibliografia

Jpediatr.2004;80 (5 supl);S173-S180.

JPediatr.2008;84(5):248-435.

JPediatr.2005;81(1SUPL):S101-S110.

Rev. Para. Med.2005 19(2): 59-66.

Klauss,Marchall,H; Kennell, JH Pais/Bebê: a formação do apego -Porto Alegre: Artes Medicas,1992.

Gessell,A; Amatruda Psicologia do Desenvolvimento do Lactente e da Criança Pequena –São Paulo: Editora Atheneu, 2002.

Nóbrega, FJ Vínculo Mãe/Bebê – Rio de Janeiro:Editora Revinter,2005.

O CUIDADO MÃE-CANGURU EM RECÉM NASCIDOS COM PESO INFERIOR A 1.500g, EM VENTILAÇÃO MECÂNICA

Azevedo, V.M.G.O.; Xavier, C.C.; David, R.B.; Azevedo, D.M.G.O.

Hospital Sofia Feldman/Universidade Federal de Minas Gerais

viviangazevedo@hotmail.com

Introdução: O Cuidado Mãe-Canguru (CMC), idealizado em 19781, teve uma grande expansão em todo o mundo, entretanto o uso precoce deste método em prematuros de risco é escasso na literatura2,3,4.

Objetivos: Avaliar os sinais vitais dos recém-nascidos pré-termos (RNPT) com peso ao nascer menor que 1.500g, que estejam entubados e estáveis hemodinamicamente, na posição mãe-canguru.

Método: Estudo quase-experimental onde as variáveis respostas - freqüência cardíaca (FC), pressão arterial média (PAM), temperatura axilar e fração inspirada de oxigênio (FiO2) foram analisadas utilizando-se de dados longitudinais com 13 medidas para cada paciente, através de análises uni e multivariada. Os RNs foram avaliados durante 90 minutos, sendo 15 minutos antes, 1 hora durante o posicionamento mãe-canguru e 15 minutos após. As análises foram feitas através do software R e MINITAB.

Resultados: Foram avaliados 43 recém-nascidos (poder amostral >0,90), com idade gestacional média de 29,1 semanas e peso médio de 1096,3 gramas. As variáveis dependentes mostraram diferenças significativas (p<0,05) quando comparadas com o antes, durante e após o posicionamento mãe-canguru. Contudo tais variações não apresentaram dados clínicos significativos (variações menores que 5% do basal). A temperatura e FiO2 apresentaram variações diferentes de acordo com o tempo de vida e de ventilação mecânica, porém sem importância clínica. A PAM variou com a idade gestacional. A FC não variou com nenhuma covariável. O sexo, peso, uso de aminas e sedação não interferiram nas variáveis resposta.

Conclusão: A interpretação dos resultados evidencia que o posicionamento Mãe-Canguru possivelmente seja um método seguro nas condições deste estudo. Assim sendo, a aplicação de tal método é promissor no sentido de favorecer precocemente o vínculo mãe-filho.

Bibliografia

Charpak N, Ruiz JG, Zupan J, Cattaneo A, Figueroa Z, Tessier R, et al. Kangaroo mother care: 25 years after. Acta Paediatr 2005;94:514-22.

Smith SL. Physiologic stability of intubated VLBW infants during skin-to-skin care and incubator care. Adv Neonatal Care 2001;1:28-40.

Ludington-Hoe SM, Ferreira C, Swinth J, Ceccardi JJ. Safe criteria and procedure for kangaroo care with intubated preterm infants. J Obstet Gynecol Neonatal Nurs 2003;32:579-88.

van Zanten HA, Havenaar AJ, Stigt HJH, Ligthart PAH, Walther FJ. The kangaroo method is safe for premature infants under 30 weeks of gestation during ventilatory support. J Neonatal Nurs 2007;13:186-90.

A PARTICIPAÇÃO DOS PAIS NO MÉTODO CANGURU

Teixeira, C.S.[1]; Christoffel, M.M.[2]

Introdução: No Método Canguru é importante que a mãe e o pai tenham um contato com seu filo o mais precoce possível, recebendo adequada orientação. A filosofia institucional e o suporte dos profissionais de saúde capacitados são fundamentais para o atendimento de qualidade nessa metodologia- Método Canguru.

Objetivos: Analisar a participação do casal no Alojamento Canguru; Conhecer de que forma o casal participa do MC no Alojamento Canguru de uma maternidade municipal do Rio de Janeiro; Discutir as estratégias do casal no manejo do canguru.

Metodologia: Estudo descritivo-qualitativo; Entrevista semi-estruturada. Respeitados aspectos ético-legais, de acordo com Resolução 196/96. Sujeitos: três casais, pais de recém-nascidos de baixo-peso inseridos na Unidade Canguru.

Resultados: Perfil dos pais: mulheres entre 17 a 43 anos; homens 19 a 68 anos. Relacionamento estável. Mães possuem atividade do lar; pais possuem emprego. Renda familiar entre 1 e 4 salários mínimos; As mães participaram em média de 3 a 7 consultas no pré-natal; Somente um pai participou das consultas e do parto; Em análise: os pais não ouviram falar sobre o Método Canguru e a importância desse para o filho prematuro, antes de serem inseridos no mesmo; As mães foram comunicadas de sua inserção no Método Canguru e os pais não foram explicados como seria essa participação. Principal orientação dada pelos profissionais foi sobre Posição Canguru somente para as mães; nenhuma orientação foi dada aos pais. As mães descrevem a prática de colocarem seus filhos na posição canguru na maternidade ser fácil e tranquila; Todos os pais desconhecem a rotina da Maternidade relacionada ao Método Canguru. Entizaram a tentativa de manter a Posição Canguru após a alta hospitalar, embora os afazeres fossem dificultar a continuação do mesmo. Ao colocarem seus bebês na Posição Canguru, no momento da entrevista, os pais acariciavam seus filhos, relatavam estar felizes, percebendo que o filho se sente melhor quando está mais próximo, informando que não sabiam da possibilidade do pai também realizar o Método.

Considerações Finais: As políticas de saúde e os profissionais que dela fazem parte são contribuintes para uma melhor compreensão dos pais sobre a participação no Método Canguru. Logo, está a possibilidade de repensar em como o Método está sendo adotado, principalmente, em tomá-lo como unidade do cuidado centrado na família e no desenvolvimento infantil, e não somente na mãe e seu filho, para que ocorra um maior vínculo familiar e a melhoria da saúde da criança.

Bibliografia

ARIVABENE, J.C. Método canguru: vivências maternas e contribuições para a enfermagem. Dissertação (Mestrado em Enfermagem)– Escola de Enfermagem Anna Nery/ Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2007.

BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de atenção humanizada ao recém-nascido de baixo-peso: Método mãe-canguru: manual do curso/Secretaria de Políticas de Saúde, Área de Saúde da Criança. 1ª edição. Brasília: 2002

BRASIL. Ministério da Saúde Portaria nº 693/GM Em 5 de julho de 2000. Norma de atenção humanizada do recém-nascido de baixo-peso. Brasília. Disponível em: <http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/Port.%20693%20MMC.pdf> Acesso em: 15 de janeiro de 2008.

CABRAL, I. E.; RODRIGUES, E.C. O método mãe canguru em uma maternidade do Rio de Janeiro 2000-2002: necessidades da criança e demanda de educação em saúde para os pais. Texto & Contexto, Florianópolis, v. 15, n. 4, p.629-636, out./dez. 2006.

NUNES, H.M. O cotidiano de mães inseridas no método “mãe canguru”. Dissertação (Mestrado em Enfermagem) – Escola de Enfermagem Anna Nery, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2003.

OS BENEFÍCIOS DO MÉTODO CANGURU COMO ESTRATÉGIA DE HUMANIZAÇÃO

Vieira, E.P.M.[3]; Filippini, E.[4]; Lara, A.C.L.[5]; Oliveira, C.A.G.S.[6]; Martins, M.J.L.[7]

Faculdades Integradas Teresa D Ávila - FATEA (Lorena – SP)

lili28enf@yahoo.com.br

Segundo a OMS(2003) , o método canguru é um tipo de cuidado neonatal que implica o contato pele a pele precoce entre os pais e o prematuro hemodinâmicamente estável, de forma crescente e pelo tempo suficiente em que ambos considerarem ser prazeroso e suficiente, permitindo desta forma um maior envolvimento dos mesmos no cuidado ao filho. O método surgiu em 1979, na Colômbia, no Instituto Materno Infantil de Bogotá. A posição canguru é a prática de manter os recém-nascidos prematuros ou de baixo peso na posição vertical no colo da mãe envolvidos por um avental que imita a bolsa do canguru .Embora não substitua a incubadora ou a necessidade de terapia intensiva neonatal, com o método canguru  os benefícios são evidentes.Desde então, têm sido reconhecidos inúmeros benefícios para o prematuro: promoção de conforto e bem-estar, desenvolvimento sensório-motor adequado, maior estabilidade hemodinâmica, e aumento do ganho ponderal, tempo de internação reduzido, aumenta o vínculo afetivo mãe/bebê , facilita o controle térmico da criança, diminui as doenças e infecção hospitalar, estimulação do aleitamento materno, fornece confiança e competência aos pais no cuidado ao filho.O escopo dessa pesquisa, objetiva destacar os benefícios do método canguru, e o cuidado humanizado.Trata-se de um estudo descritivo, do tipo revisão bibliográfica de obras publicadas no período de 2000 a2007 no Brasil.Os resultados visam conhecer o método, benefícios, envolvimento  dos pais na prestação dos cuidados promover o relacionamento pai/filho/equipe de saúde,  proporcionando assim um cuidado humanizado, sendo o  método canguru uma temática aliciante e muito defendida para a melhoria  dos cuidados prestados ao recém nascido/família.

Bibliografia

Venâncio SI, Almeida H. Método Mãe-Canguru: aplicaçãono Brasil, evidências científicas e impacto sobreo aleitamento materno. J Pediatr (Rio J) 2004.Boff L 1999. Saber cuidar: ética do humano – compaixão pela terra.Ed. Vozes. Petrópolis Botero HC 2000.

CHARPAK, N.; CALUME, Z. F.; HAMEL, A. O método mãe canguru. Pais e familiares dos bebêsprematuros podem substituir as incubadoras . Rio de Janeiro: McGraw Hill, 1999. p. 124.

CHARPAK, N.; FIGUEROA, Z. O método Mãe -Canguru. São Paulo: McGraw Hill, 1999.

O PAPEL DO ENFERMEIRO NO APOIO AO ALEITAMENTO MATERNO

Freitas, T.C.S.[8]

Universidade Severiano Sombra (RJ)

talitacris@terra.com.br

Introdução: O processo do Aleitamento Materno deve ser compreendido como um processo político e social, na medida em que é um ato compartilhado e, portanto regulado pela sociedade que imprime a sua ideologia. O ato de amamentar é uma opção da mulher, determinada por suas condições concretas de vida. O Enfermeiro deve identificar e compreender o processo do aleitamento materno no contexto sociocultural familiar e a partir desta compreensão, cuidar da mulher que amamenta e de sua família; estimulando o aleitamento materno, porém tendo a consciência do seu significado e possibilidade para cada mulher, tendo competência necessária para orientá-la e apoiá-la nos seus medos, inseguranças e dificuldades.

Objetivo: Elucidar sobre o papel do Enfermeiro no Apoio ao Aleitamento Materno.

Metodologia: Se deu através de revisões bibliográficas, buscando evidenciar uma necessidade de cuidado integral por parte desses profissionais no aleitamento materno.

Conclusão: Ficou evidente nos estudos publicados consultados, que vários fatores que causam o desmame precoce, poderiam ter sido evitados com o apoio, incentivo, orientação e cuidado; sendo essas iniciativas pertinentes a atividade do profissional Enfermeiro. Deve este inclusive, observar o vínculo estabelecido mãe-bebê, incentivar a participação do pai na amamentação e nos cuidados com o bebê, oferecer suporte emocional para a família, valorizar a maneira de cuidar daquela família, observar sinais de falta de integridade das mamas e possíveis dificuldades de amamentar, orientar a ordenha manual se necessário, avaliar a mamada quanto à posição, pega correta e sucção do bebê; garantindo assim uma amamentação eficaz. Deste modo, o Enfermeiro deve reconhecer a importância do apoio ao aleitamento materno, buscando conhecimento técnico para abordar as questões dessa prática, transmitindo apoio e segurança para a mãe e contribuindo assim, para a promoção do aleitamento materno e diminuição da morbi-mortalidade infantil.

Bibliografia

ARAÚJO, L. Aleitamento Materno: Manual Prático. Londrina:MAS,2006.

ARAÚJO, O. Aleitamento Materno: Fatores que levam ao Desmame Precoce. Brasília: Revista Brasileira de Enfermagem, V.61 n4, 2008.

CALDEIRA, A. Intervenção Educacional em Equipes do Programa Saúde da Família para Promoção da Amamentação. São Paulo: Revista de Saúde Pública, v42 n6, 2008.

   CARVALHO, MR; TAMEZ,R. Amamentação: Bases Científicas para a Prática Profissional. Rio de       Janeiro: Guanabara Koogan,2002.

   MELO, S. Amamentação: Contínuo Aprendizado. Belo Horizonte: Coopmed, 2005.

ADEQUAÇÃO DA VISCOSIDADE DO LEITE HUMANO ÀS NECESSIDADES DOS LACTENTES COM DISFUNÇÃO MOTORA ORAL

Bartha, M.; Almeida, J.A.G.; Moreira, M.E.L.

Instituto Fernandes Figueira (IFF) / Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)

marianbartha@iff.fiocruz.br

Introdução: O leite humano (LH) é fundamental para a saúde dos bebês nos primeiros seis meses de vida, entretanto, os bebês que apresentam incoordenação entre a sucção, respiração e deglutição não apresentam as habilidades orais necessárias para sugar o seio materno, necessitando de práticas para adequação da alimentação, dentre elas a mudança na consistência do alimento, evitando assim as vias alternativas para alimentação.

Objetivo geral: analisar os fatores que determinam a viscosidade do LH e padronizar o uso de espessantes.

Objetivos específicos: determinar as propriedades reológicas do leite humano ordenhado; determinar o nível necessário de espessamento do LH conforme os padrões estabelecidos pela literatura para disfunção motora oral; avaliar as alternativas para espessamento mais adequadas às necessidades dos lactentes com disfunção motora oral.

Metodologia: Estudo experimental realizado no Laboratório do Centro de Referência Nacional para Banco de Leite Humano do IFF, composto de cinco fases: 1ª) revisão da literatura sobre o tema; 2ª)caracterização físico-química do LH cru e do LH pasteurizado quanto a viscosidade, acidez titulável, crematócrito e osmolaridade; 3ª) caracterização físico-química do LH com os espessantes recomendados pela literatura, quanto a viscosidade, acidez titulável, crematócrito e osmolaridade; 4ª) estudo de adjuntos dietéticos que respondam aos padrões de viscosidade determinados pela literatura, buscando uma melhor adequação físico-química; 5ª) construção de um protocolo para espessar o LH com base nos resultados obtidos.

Resultados: No momento, o estudo se encontra na primeira fase. Estamos iniciando a caracterização físico-quimica. O viscosímetro Copo Ford (Quimis-modelo Q 280) foi utilizado para estimar a viscosidade das amostras. Em um período de 40 minutos, o leite humano crú mantido a 32ºC em banho-maria, foi analisado em intervalos sucessivos de 10 minutos. A leitura da viscosidade variou de 3,25 a 4,09 centipoise.

Conclusão: Os resultados preliminares reservam a necessidade de ampliar o tempo de avaliação de possíveis variações da viscosidade durante a estocagem do produto. Para tanto, o LH será mantido a 32ºC por um período de 12 horas, sendo submetido a avaliação da viscosidade a cada 30 minutos no intuito de determinar a estabilidade da viscosidade do produto.

Bibliografia

Almeida JAG. Composição e síntese do leite humano. In: Santos Júnior LA. A mama no ciclo gravídico-puerperal. São Paulo: Editora Atheneu; 2000. p. 101-104.

American Dietetic Association. The national dysphagia diet: standardization for optimal care. 2002.

Brock R. Recém-nascido prematuro, baixo peso e retardo do crescimento intra-uterino. In: Basseto MCA, Brock R, Wajnsztejn R. Neonatologia: um convite à atuação fonoaudiológica. São Paulo: Editora Lovise; 1998. p.67-73.

Bobbio FO. & Bobbio PA. Introdução à química de alimentos.São Paulo: Fundação Cargill; 1985.

Costa MMB. Deglutição & Disfagia: Anatomia, Fisiologia, Videofluoroscopia – Conceitos Básicos. Rio de Janeiro: ICB/UFRJ; 2005. [Material Instrucional do XVI Encontro Tutorial e Analítico das Bases Morfofuncionais e Videofluoroscopica da Dinâmica da Deglutição Normal e Patológica].

Madureira DL. Deglutição em neonatos. In: Ferreira LP.(org) Tratado de fonoaudiologia. São Paulo: Ed. Roca; 2004, p.219-229.

Mizuno K, Ueda A. The maturation and co-ordination of sucking, swallowing and respiration in preterm infants. J Pediat. 2003 Jan; v 142, n.1, p. 36-40.

Oda AL, Chiappetta ALML. Intervenção fonoaudiológica em doenças neuromusculares. In: Ortiz KZ (org) Distúrbios neurológicos adquiridos: fala e deglutição. São Paulo: Editora Manole; 2006, p.177-209.

Silva VG. Normas técnicas para bancos de leite humano: uma proposta para subsidiar a construção de boas práticas.[Dissertação de Doutorado] Rio de Janeiro: Pós-Graduação em Saúde da Criança e da Mulher, Instituto Fernandes Figueira, Fundação Oswaldo Cruz; 2004.

Simmons R. Origem fetal das doenças do adulto: conceitos e controvérsias. In: Pereira GR, Leone CR, Navantino AF, Filho OT. Nutrição do recém-nascido pré-termo. Rio de Janeiro: Medbook;  2008, p.1-10.

Souza BB, Martins C, Campos DJ, Balsini ID, Meyer LR. Nutrição e disfagia: guia para profissionais. Curitiba: Nutroclínica; 2003.

O CUIDADO MÃE-CANGURU E SUAS REPERCUSSÕES NO ESTRESSE MATERNO: UMA REVISÃO DE LITERATURA

Gontijo, F.O.; Azevedo, V.M.G.O.

Hospital Sofia Feldman (Belo Horizonte – MG)

fernandaogontijo@yahoo.com.br

Introdução: A gravidez, o parto e o puerpério representam períodos sensíveis no ciclo vital da mulher do ponto de vista fisiológico, psíquico e do papel sócio-familiar feminino. O impacto do nascimento prematuro tende a ser uma experiência emocionalmente estressante para a maioria das mães, mesmo quando o bebê se encontra clinicamente estável1. O cuidado mãe canguru (CMC) tem sido descrito como estratégia para favorecer a aproximação dos pais ao seu bebê prematuro, facilitando assim a formação do vínculo afetivo de qualidade entre eles2.

Objetivo: Realizar uma revisão da literatura da repercussão do CMC no estresse materno.

Métodos: Foram consultadas as seguintes bases de dados PubMed, Lilacs, Scielo e Medline, com os seguintes descritores: estresse materno, mãe-canguru, cortisol materno, recém – nascido prematuro, humor materno, mother mood, maternal stress, kangaroo mother care, skin-to-skin contact, preterm. Para a seleção foram considerados os critérios: idiomas português, espanhol e inglês, período de publicação de 2000 a 2009.

Resultados: Foram encontrados 5 artigos, onde somente 2 correspondiam ao tema estudado. O primeiro estudo selecionado, realizado por Mörellius et al (2005) investigou os efeitos do CMC  em 17 mães de pré-termos (IG média de 27 semanas e peso de nascimento de 935g) nas respostas ao estresse materno e suas mudanças de humor. Para análise foram utilizadas escalas de estresse e humor, freqüência cardíaca e cortisol salivar. Após a análise dos resultados, os autores concluíram que as mães apresentavam maiores níveis de estresse e baixas de humor antes da primeira sessão de CMC quando comparada com o durante. Na quarta sessão a mãe já estava mais adaptada, conseqüentemente seus indicadores de estresse encontraram-se ainda mais diminuídos durante o CMC. No segundo estudo selecionado, Miles (2005), investigou através de um estudo clínico controlado, os efeitos do CMC no desenvolvimento e no comportamento de 46 bebês (IG< 32 semanas) e também seus efeitos sobre o estado psicológico materno, lactação e produção endógena do cortisol do bebê. Para a avaliação psicológica da mãe foram utilizadas escalas que avaliavam depressão, ansiedade, estresse e vínculo mãe-bebê. Os autores não encontraram diferença estatística significante entre os grupos CMC e intervenção.

Conclusão: Essa revisão da literatura mostra o limitado número de estudos a respeito do tema estresse materno e CMC. Nos 2 artigos selecionados, somente o primeiro mostrou benefício do CMC em relação ao estado de estresse materno. Novos estudos deverão ser feitos para verificar a correlação entre os temas.

Bibliografia

Correia LL, Linhares MBM. Ansiedade maternal nos períodos pré e pós-natal: revisão da literatura. Rev Lat Am Enfermagem 2007;15 (4): 677-683.

World Health Organization. Kangaroo mother care: A practical guide. Geneva, 2003.

Mörelius E, Theodorsson E, Nelson N. Salivary cortisol and mood and pain profiles during skin-to-skin care for an unselected group of mothers and infants in neonatal intensive care. Pediatrics 2005 Nov;116(5):1105-13.

Miles R, Cowan F, Glover V, Stevenson J, Modi N. A controlled trial of skin-to-skin contact in extremely preterm infants. Early Hum Dev 2006 Jul;82(7):447-55.

REALIZAÇÃO DO MÉTODO MÃE-CANGURU APÓS A REINAUGURAÇÃO DA MATERNIDADE LEILA DINIZ

Viana, A.P.; Martins, A.X.

Maternidade Leila Diniz / Hospital Municipal Lourenço Jorge (RJ)

apviana@globo.com

A Maternidade Leila Diniz, referência brasileira em assistência humanizada e incentivo ao aleitamento materno durante a década de 90, foi também uma das pioneiras na capacitação profissional durante a implantação do Método Canguru pelo Brasil. Após a interrupção de suas atividades, em 2005, e sua reinauguração, em 2008, inserida em um hospital de emergência de grande porte do Rio de Janeiro, houve preocupação da equipe multidisciplinar da Unidade Neonatal em retomar as estratégias de sucesso utilizadas rotineiramente na antiga instalação.

Como parte da equipe de saúde da maternidade foi modificada, a Metodologia Canguru, bem como seus objetivos, benefícios e técnicas, precisaram ser apresentados, muitas vezes de forma quase simultânea, a pais e aos profissionais lotados na Unidade Neonatal.

A sedimentação da realização do Método Canguru com os bebês prematuros nascidos na Maternidade Leila Diniz vem ocorrendo gradativamente, sendo necessária ainda a finalização de medidas de infra-estrutura e de treinamento profissional. Ainda assim, os relatos de bebês que receberam alta hospitalar em aleitamento materno exclusivo, com vínculos fortemente estabelecidos com suas mães e familiares, e em tempo reduzido, graças às contribuições da Metodologia Mãe-Canguru realizada durante a internação na Unidade Neonatal, já somam um quantitativo significativo.

O pôster em questão pretende apresentar, sucintamente, exemplos de casos acompanhados pela equipe da Unidade Neonatal da Maternidade Leila Diniz, em fotos de bebês durante a realização do Método Canguru e após a alta hospitalar.

Bibliografia

Normas e Rotinas da Maternidade Leila Diniz para o Método Canguru, 1998

Norma de Atenção Humanizada ao Recém-nascido de Baixo Peso (Método Canguru), 2000

Manual Técnico: Atenção Humanizada ao Recém-nascido de Baixo Peso - Método Mãe-Canguru, 2002

RELATO DE EXPERIÊNCIA: ESTRATÉGIAS PARA DIMINUIÇÃO DE ESTÍMULOS DENTRO DE UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA

Laraa, D.A.S.; Vicente, S.M.R.; Mata, E.L.M.

Hospital Santa Marcelina (SP)

A prematuridade tem se tornado cada vez mais um problema de saúde pública. Além das patologias específicas da gravidez que desencadeiam o trabalho de parto prematuro, o desgaste físico e emocional da vida moderna tem interferido no ciclo gravídico, desencadeando o parto prematuro. Paralelamente, os avanços tecnológicos na área médica têm propiciado a sobrevida de bebês cada vez menores e mais imaturos5.

As UTIN apresentam equipamentos avançados e contam com uma equipe multidisciplinar que prestam cuidados especializados atuando e contribuindo para a diminuição da morbimortalidade. A assistência prestada ao neonato deve incluir tecnologia, cuidado apurado, delicadeza, precisão e aconchego, podendo estes interferir no desenvolvimento e crescimento do recém nascido3. Essa assistência não diz respeito somente à sobrevida, mas a qualidade de vida que este recém nascido terá ao longo da vida, fazendo com que repensemos nossos atos.

Realizamos um estudo de característica descritiva realizado na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal em Hospital Terciário situado na Zona Leste no município de São Paulo.

Pensando no crescimento e desenvolvimento do RN, aplicamos estratégias para diminuir a luminosidade, ruídos e manipulação. Estabelecemos horários que incluem os três turnos, denominados “psiu”, onde as luzes são desligadas, a fim de proporcionar um ambiente de tranqüilidade, priorizando a não manipulação e silêncio no local. Para diminuir a luminosidade contínua, utilizamos campos duplos de cores escuras sobre as incubadoras4.

A equipe multidisciplinar está voltada para um cuidado mais humanizado, identificando estratégias para adequação do meio ambiente em relação a ruídos e estímulos visuais1.

Os níveis de barulho podem atingir o frágil sistema auditivo do bebê, assim como interferir em seu sono e repouso, levando-o à fadiga, agitação, irritabilidade e choro, trazendo possíveis conseqüências de ordem física e emociona, bem como a luminosidade contínua2,3.

As estratégias por nós utilizadas contribuem efetivamente para a qualidade da assistência prestada que irão refletir futuramente no desenvolvimento do bebê e no contexto familiar.

Bibliografia

Hennig MAS, et al. Conhecimentos e Práticas dos profissionais de saúde sobre a “atenção humanizada ao recém nascido de baixo peso-método canguru”. Rev. Bras. Saúde Matern. Infant., Recife, 6 (4): 427-435, out/dez.,2006.

Rolim KMC, Cardoso MVLML. Rev Latino-am Enfermagem 2006 jan/fev; 14(1):85-92.

Chaves EMC, et al. Humanização e Tecnologia na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. Rev. Nursing, 2007;10(113):467-470.

Gil AC. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo. Ed Atlas, 2002.5- Cano,A,;Fons,F.;BRINES,J.The effects on offspring of prematur parturition. Hum,reprod.Update,v.7,n.5,p.487-494,2001.

Montafu A. Tocar: o significado humano da pele. 8ºed. São Paulo:Summus;19883. 6 - Dole, N. et al. Maternal stress and preterm birth. Am. J. Epidemiology, v.157, n.1, p.14-24, 2003.

IMPACTO DE UMA INTERVENÇÃO PRÓ-ALEITAMENTO NAS TAXAS DE AMAMENTAÇÃO DE RECÉM NASCIDOS PRÉ-TERMO INSERIDOS NO MÉTODO MÃE CANGURU

Matos, D.A.; Gregório, E.L.; Tonini, P.M.; Amaral, D.A.

Introdução: Nos últimos anos, observou-se a retomada da valorização da amamentação e a preocupação em humanizar o atendimento prestado aos recém-nascidos pré-termo (RNPT) e também às suas famílias. Como parte destes cuidados humanizados, tem-se investido no incentivo ao aleitamento materno e na implantação de práticas, como o método mãe canguru, alojamento conjunto e alojamento materno (SAKAE e cols., 2001).O recém-nascido prematuro necessita de cuidados neonatais específicos e isso normalmente irá separá-lo de sua mãe. Nestes casos a equipe hospitalar deverá oferecer apoio a puérpera mostrando como a lactação deve ser iniciada e mantida. Esta mãe deverá ser informada sobre a prática da ordenha do LH para garantir que este possa ser oferecido ao recém nascido (OMS/UNICEF, 1989).

Objetivo: Avaliar a influência de práticas assistenciais de uma equipe multidisciplinar no incentivo ao aleitamento materno de RNPT inseridos no método mãe canguru.

Materiais e Métodos: Foram utilizados prontuários de acompanhamento após a alta hospitalar de 52 RNPT, de ambos os sexos, nascidos com idade gestacional inferior a 37 semanas no período de Janeiro de 2007 a Maio de 2008. A amostra foi dividida em dois grupos de 28 crianças acompanhadas e não acompanhadas por uma equipe multidisciplinar, capacitada para promover e apoiar o aleitamento materno. Entre as atividades desenvolvidas por esta equipe, destacam-se o estímulo a prática da ordenha manual das mães com recém-nascidos na UTI neonatal, a sensibilização das mães e familiares quanto à importância do leite humano, o estímulo a prática Canguru e o acompanhamento mensal da criança prematura após a alta hospitalar até os dois anos de idade.

Resultados: Os resultados demonstraram um incremento de 35% de aleitamento materno exclusivo no grupo após a criação da comissão em relação ao grupo que não recebeu a intervenção. Quanto à prevalência do aleitamento misto, foi registrada queda de 53,8% para 22,2% após a criação da equipe multidisciplinar.

Conclusão: Dado o importante papel da promoção e proteção ao aleitamento materno para diminuição da mortalidade infantil no País, torna-se necessário a criação e manutenção de equipes multidisciplinares e práticas assistenciais que assegurem o início e a duração do aleitamento materno para os RNPT.

 “AmaMentAção”: EXPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA ITINERANTE PROMOVE MÃE-CANGURU

Santos,W.

Consultoria científica e orientação pedagógica: Carvalho, M.R.

Maternidade Escola / Universidade Federal do Rio de Janeiro

Em seu quarto ano de prática itinerante, pelo Estado do Rio de Janeiro e pelo Brasil, a exposição “AmaMentAção” já foi assistida por mais de 10(dez) mil pessoas em seu caminhar (com base em seu livro de assinaturas).  Percebemos várias manifestações (reações), de matizes diversos, relativas à sensibilização visual, todas falando da maneira como as pessoas vêem (modulação do olhar) a amamentação e o mãe–canguru.

Há depoimento em que a expectadora tomou decisão por amamentar, estando grávida, depois de ver as fotografias desta montagem; assim, também, como depoimento sobre a ratificação pelo ato de amamentar, e etc. Esta versão se aproxima de um público de perfil muito diverso, temos pessoas tanto das classes mais ricas e classes médias, como das classes mais pobres das cidades por onde passou (esse público mais simples se assemelha ao público atendido na ME/UFRJ e que serve de modelos retratado aqui).

Com sua versão virtual, disponibilizada pela Coordenadoria de Comunicação da UFRJ (CoordCOM/UFRJ), foi constatado, em uma análise de audiência, que à época de seu lançamento no site desta Universidade, estando na página principal, de junho a setembro de 2007, ela foi acessada 702 vezes, perfazendo uma totalidade, geral, de mais de 3.000 acessos.  Nesta versão o perfil do público fica quase que restrito aos profissionais de saúde e comunicação/artes. Aqui esses públicos, também, se utilizam das imagens para acompanhar publicações e ilustrar trabalhos impressos diversos e por fim montar sites; neste caso, somente foi é essa constatação quando o usuário registrou o crédito do autor, gerando uma referência. Há solicitações pessoais e/ou via e-mail.

A terceira versão, para projeção, que requisitamos seja apresentada nesta Conferência 30 anos de Mãe-Canguru, em fade in, fade out, tem participado de vários eventos de reuniões de profissionais de comunicação/artes e principalmente da área de saúde.  Em todas as versões acompanha um folder onde a leitura dos títulos das fotos remete para uma posição, uma técnica e/ou situação de aleitamento, ou fase do mãe-canguru (cada imagem está sob a orientação do manejo correto do aleitamento e da assistência ao binômio mãe-bebê ou tríade: mãe-bebê-pai), e um texto de ajuda ao aleitamento. Assim todo o trabalho teve e tem o acompanhamento e consultoria de profissionais da área de saúde materno-infantil da UFRJ, áreas afins e de comunicação.

Toda criada na ME, ou nas residências da sua clientela (acompanhamento), durante mais de 10 anos (ensaio-síntese), as imagens do Mãe-Canguru (e pai-canguru), aqui inseridas, representam o início desta assistência, são as suas primeiras imagens, produzidas em parceria com apoio do BNDES, no ano de 2000. Creditamos o sucesso da incorporação das mensagens deste trabalho, às técnicas de criação fotográficas (cor, contraste, às leis clássicas de composição, impressão, etc.), ao uso adequado da linguagem fotográfica. Falsamente simples, (assim como é falsamente simples o ato de cuidar por parte de profissionais de saúde). Em nada aleatória a eficiência fotográfica.

Concluímos que o trabalho de documentação, técnico-científico e de arte que vimos produzindo, e representado pela expo “AmaMentAção”, vem cumprindo com seus objetivos de apoio, multidisciplinar, aos profissionais de saúde, assim como o de apoiar o direito, e/ou necessidade, ao aleitamento materno. Assim alimentamos a esperança de que contribuímos para um mundo mais evoluído e justo porque mais amoroso.

Bibliografia

Fotógrafo – o olhar, a técnica e o trabalho, Ed. SENAC Nacional-2002.

Manejo Clínico da Lactação – Assistência à Nutriz e ao Lactente- V. Valdés et al. Ed. Revinter – 1999.

Normatização do Método Mãe-Canguru – Área de Saúde da Criança e Aleitamento Materno – Ministério da Saúde, 2005.

CARVALHO, MR; TAMEZ,R. Amamentação: Bases Científicas para a Prática Profissional. Rio de       Janeiro: Guanabara Koogan,2002.

CARVALHO, M. R. Método mãe-canguru de atenção ao prematuro. Rio de Janeiro: BNDES,2001.

A IMPORTÂNCIA DO ALEITAMENTO MATERNO PARA O DESENVOLVIMENTO DO RECÉM-NASCIDO PREMATURO

Oliveira, L.D.R.; Melo, A.L.; Prates, E.C.

Faculdade Anhanguera Educacional – Unidade 3 (Campinas)

lea.dolores@yahoo.com.br

Introdução: Dentre todas as maneiras de alimentar um recém-nascido prematuro o leite humano é a fórmula mais fisiológica que existe.

Objetivos: A presente pesquisa teve por objetivo caracterizar e analisar a produção científica sobre a relevância do aleitamento materno para o desenvolvimento do recém-nascido prematuro.

Metodologia: Trata-se de uma revisão bibliográfica realizada nas bases de dados Scielo e Lilacs no período de 1998 a 2008, tendo sido utilizado os descritores combinados entre si: aleitamento materno, prematuridade, nutrição infantil, e ainda foram complementados com livros levantados junto à Biblioteca Anhanguera Educacional, que versavam sobre a temática.

Resultados: Ficou evidenciado que o desenvolvimento do recém-nascido prematuro na presença do leite materno aconteceu com maior qualidade quando comparado ao aleitamento artificial, visto que o leite da mãe de um prematuro sofre modificações em sua composição, tornando-se mais completo como forma de compensar a prematuridade. Os resultados foram satisfatórios em relação à maturação gastrointestinal, desenvolvimento neuropsicomotor, minimização da incidência de infecções, inclusive, a enterocolite necrosante, sepse e meningite. Observou-se que para impactar positivamente o processo de amamentação deve ser vivenciado de maneira dinâmica, contínua, progressiva e educativa, tendo como foco principal a alimentação e desenvolvimento do bebê, sendo assim supridas suas necessidades físicas e emocionais. Notou-se a frequente recorrência nos centros de neonatologia pelo Método Mãe Canguru, que tem como um de seus objetivos principais o contato precoce pele a pele, contribuindo substancialmente para a efetivação do aleitamento materno, concretização do vínculo afetivo entre mãe e filho e consequentemente o desenvolvimento saudável do recém-nascido prematuro.

Considerações Finais: Sendo assim, os profissionais que atuam na área da saúde em geral, deveriam considerar com maior afinco a promoção, proteção e apoio à prática do aleitamento materno entre prematuros, uma vez que possibilita uma gama gigantesca de benefícios para o próprio bebê prematuro, sua família, e consequentemente para a redução dos os índices de morbi mortalidade de toda uma nação.

Descritores: aleitamento materno; prematuro; nutrição infantil; método mãe-canguru

Bibliografia:

CHAVES, R.G.; LAMOUNIER, J.A.; CÉSAR, C.C. Fatores associados com a duração do aleitamento materno. J Pediatr. Mai/jun. 2007. 83 (3): 241-246

FILHO, J.M. Evolução do aleitamento materno no Brasil. In: REGO, J.D. Aleitamento Materno. 1ed. São Paulo: Atheneu, 2001. 518 pag.

FREITAS, J.O.; CAMARGO, C.L. Discutindo o cuidado ao recém-nascido e sua família no método mãe-canguru. Rev. bras. crescimento desenvolv. hum.; 2006. 16(2): 88-95.
GIUGLIANI, E. R. J. Amamentação exclusiva e sua promoção. In: CARVALHO, M.R.de ; TAMEZ R.N. Amamentação. Bases científicas para a prática profissional. 1 ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2002. 278p.

NARCHI, N. Z.; FERNANDES, R.  A. Q.; GOMES, M. M. F. et al. Análise da efetividade de um programa de incentivo ao aleitamento materno exclusivo em comunidade carente na cidade de São Paulo. Rev. Bras. Saude Mater. Infant. jan./mar. 2005, vol.5, no.1, p.87-92.

NAKANO, A. M. S. As vivências da amamentação para um grupo de mulheres: nos limites de ser "o corpo para o filho" e de ser "o corpo para si". Cad. Saúde Pública. 2003, vol.19 supl.2, p.355-363

RESPOSTAS COMPORTAMENTAIS DOS RECÉM-NASCIDOS PRÉ-TERMO COM PESO INFERIOR A 1500g, EM VENTILAÇÃO MECÂNICA NO CUIDADO MÃE-CANGURU

Azevedo, V.M.G.O.; Xavier, C.C.; David, R.B.

Hospital Sofia Feldman (Belo Horizonte-MG) / Departamento de Pediatria, Faculdade de Medicina da UFMG (MG)

viviangazevedo@hotmail.com

Introdução: O Cuidado Mãe-Canguru (CMC) proporciona momentos de interação mãe-filho e favorece o desenvolvimento neurocomportamental do bebê. Apesar do avanço da tecnologia, a incidência de alterações no desenvolvimento neurocomportamental entre os prematuros sobreviventes permanece alta e problemática. Os estados comportamentais foram descritos por Brazelton (1995) e Holditch-Davis (1990), e considerados como um dos principais tópicos do exame comportamental e como uma matriz para a compreensão das reações dos bebês.

Objetivos: Descrever as respostas dos estados comportamentais dos recém-nasciods (RNs) nascidos com peso inferior a 1500g, em ventilação mecânica, submetidos ao CMC.

Métodos: Estudo do tipo quase experimental (pré-teste, teste, pós-teste) que analisou o comportamento de RNs com peso ao nascer inferior a 1500g, entubados, selecionados por amostra de entrada contínua durante o período de agosto de 2007 a fevereiro de 2008. Os RNs foram avaliados, antes (15 minutos), durante (uma hora) e após (15 minutos) a exposição ao CMC. O estado comportamental foi avaliado de acordo com os seis estados comportamentais descritos por Brazelton (1995) e Holditch-Davis (1990): sono profundo, sono leve, sonolento, alerta inativo, alerta com atividade e choro. A dor foi avaliada para que a mesma não influenciasse nos dados vitais e sinais comportamentais, através do Sistema de Codificação da Atividade Facial (NFCS). Além disso, as temperaturas do ambiente, da incubadora e da mãe foram mensuradas antes e após o procedimento, também como medidas de controle.

Resultados: Foram avaliados 44 RNs pré-termo (poder amostral >0,9). Os resultados mostraram que o CMC favoreceu o sono, principalmente o sono profundo, com valor respectivo a 52%, comparado aos períodos antes (6,8%) e após (13,8%). O estado de sono profundo é considerado fundamental para o desenvolvimento e a organização cerebral em bebês pré-termo. Resultados em longo prazo precisam ser investigados.

Bibliografia

Feldman R, Weller A, Sirota L, Eidelman AI. Skin-to-skin contact (kangaroo care) promotes self-regulation in premature infants: sleep-wake cyclicity, arousal modulation, and sustained exploration. Dev Psychol 2002; 38: 194-207.

VandenBerg KA. Individualized developmental care for high risk newborns in the NICU: a practice guideline. Early Hum Dev 2007; 83: 433-42.

Feldman R, Eidelman AI. Skin-to-skin contact (kangaroo care) accelerates autonomic and neurobehavioral maturation in premature infants. Dev Med Child Neurol  2003;  45: 1-8.

Ludington-Hoe SM Ferreira C, Swinth J, & Ceccardi JJ. Safe criteria and procedure for kangaroo care with intubated preterm infants. J Obstet Gynecol Neonatal Nurs  2003; 32: 579-88

Brazelton TB, Nugent JK. Neonatal behavioral assessment Scale. John Wiley Professio: Cambridge University Press, 1995.

Holditch-Davis D. The development of sleeping and waking states in high-risk preterm infants. Infant Behav Dev 1990; 13: 513-31.

Lundington-Hoe SM, Johnson MW, Morgan K, Lewis T, Gutman J, Wilson PD, Scher MS. Neurophysiologic assessment of neonatal sleep organization: preliminary results of a randomized, controlled trial of skin contact with preterm infants. Pediatrics 2006; 117: e909-23.

AVALIAÇÃO DA POLUIÇÃO SONORA PROVOCADA PELOS EQUIPAMENTOS DA UTI NEONATAL ATRAVÉS DA QUANTIFICAÇÃO DE INTENSIDADAE DE RUÍDO EM NÍVEL DE PRESSÃO SONORA: PROPOSTA DE HUMANIZAÇÃO AO RECÉM-NASCIDO PRÉ-TERMO

Introdução: A poluição sonora encontrada na UTI Neonatal está vinculada a crescente utilização de equipamentos com avançadas tecnologias para aumentar a sobrevida do recém-nascido pré-termo. E os ruídos em níveis elevados são nocivos à saúde dos recém-nascidos, bem como dos funcionários,  cuja fonte sonora são os alarmes e funcionamentos dos aparelhos, além da contribuição sonora da própria equipe de  trabalho. Diante disso, constatamos uma assistência tecnológica que afasta o recém-nascido pré-termo do contato humano e o submete a níveis elevados de ruídos que podem gerar distúrbios fisiológicos importantes.

Objetivo: este estudo tem por objetivo quantificar e avaliar os ruídos emitidos  pelos equipamentos na UTI Neonatal visando humanização da assistência ao recém-nascido pré-termo propondo medidas de redução e controle de ruídos.

Metodologia: adotamos uma forma de estudo quantitativa e qualitativa da intensidade de ruído dos equipamentos, e para isso foi utilizado um medidor de pressão sonora(Radio Skack-Sound Level Medel) que oferece uma unidade de medida em decibel (dB), posicionado a 1 metro de distância da fonte sonora.

Resultados: Os resultados obtidos dos equipamentos avaliados apresentaram uma variação de 57 a 88 dB da intensidade de ruído, valores esse acima do recomendado pela norma da ABNT a NBR 10152 que regulamenta  35 a 45 dB no ambiente hospitalar destinado a berçários.

Conclusão: concluímos que os equipamentos da UTI Neonatal contribuem significativamente a poluição sonora devido à intensidade de ruído elevada constatada e por possuir um grande número de fontes sonoras que se apresentam de forma constantes e contínuas. E medidas de prevenção e controle dos ruídos adotados pela equipe de trabalho é a forma mais eficaz para promover um ambiente silencioso que beneficia a todos.

Palavras-chave: poluição sonora; UTI Neonatal; medição de ruídos; equipamentos; assistência humanizada; recém-nascido pré-termo.

LEITE MATERNO DE MÃES DE RNPT, RELATO DE DOIS CASOS DE SUCESSO NO DESENVOLVIMENTO E CRESCIMENTO

Tavares, G.G.B.; Mendes, M.

Tchuquinhos Núcleo de Pediatria e Amamentação de Sorocaba / Hospital Unimed de Sorocaba / Hospital Regional de Sorocaba

Gregorioglauce@terra.com.br

O aleitamento materno de prematuros é menos freqüente que o recém nascido de termo, devido a imaturidade das crianças e aos distúrbios que costumam apresentar  após o nascimento. O estimulo a pratica da amamentação de prematuros, facilita o aumento significativo das taxas de amamentação, estas crianças permanecem períodos prolongados nas unidades neonatais, onde o estimulo da pratica da amamentação deve ter inicio. Orientar a mãe quanto o leite próprio dela favorece o desenvolvimento e crescimento de seu rnpt, quanto a qualidade e todos os nutrientes nas suas funções tanto nutritivas quanto imunologicas que favorecem estes rnpt. Trata-se de dois rnpt,em diferentes épocas,que  com nascimento antecipados foi-lhes  oferecido leite materno,de inicio através de ordenha e com copinho e após com sucção  direta  ao  seio  materno ,e  com seu desenvolvimento seguiram com  crescimento e desenvolvimento  semelhantes a RN concebidos no mesmo tempo.

Assim o valor de estimulo da amamentação, caracterizando  o leite materno  como  o alimento  ideal  para o bebe, fundamental para a saúde e desenvolvimento  da criança prematura, devido as vantagens nutricionais,imunológicas e psicológicas, além de originar proveito para a mãe. O rnpt tem necessidades nutricionais especiais decorrentes de sua velocidade de crescimento e sua imaturidade funcional.

A nutrição ideal é um fator importante para aumento das taxas das sobrevidas do rnpt. O  objetivo da nutrição do rnpt é alcançar um crescimento pós natal que se aproxime do crescimento  intrauterino do feto normal, na mesma idade de concepção.

Evitar sobrecarga metabólica é de fundamental importância para a nutrição deste rnpt, as condições de prematuridade do rnpt são que determinam as variações na  composição do leite  materno, tornando-o adaptado  as necessidades do prematuro.

O leite das mães de prematuro tem peculiaridades próprias como maior  concentração de calorias, gorduras, proteínas, sódio, iga, nas primeiras duas semanas após o nasci-mento e também menor  teor de lactose, cálcio e fósforo. Quanto  maior  a prematuridade, maior o teor protéico e lipidico do leite materno. Alimentar rnpt com leite da própria mãe, proporciona efeitos benéficos que estão associados as melhores  imunidades, facilita digestão e absorção de nutrientes, melhora a função  gastrointestinal, promove um ótimo desenvolvimento neurológico, e aspectos psicológicos mãe. O sistema imunológico enteromamario da mãe exposta ao ambiente  uti neonatal, estrutura o sistema  imunológico, com formação de anticorpos específicos contra patogenos nosoconias da imunidade. Com a utilização do leite da própria mãe  para o rnpt, promove o contato pele a pele, mãe-bebe, com isto ocorre um maior  estimulo na manutenção dalactação, menor stress hospitalar, maior estimulo  imunológico, melhor  desenvolvimento do snc.

Bibliografia

Breastfeeding in premature infants: in-hospital clinical management. J. Pediatric, Rio de Janeiro, 2004. VANNUCHI, M. T. O. et al. Iniciativa Hospital Amigo da Criança e aleitamento materno em unidade de neonatologia. Revista de Saúde Pública, São Paulo, vol. 38, n. 3, jun. 2004. VALLESPI

CARACTERÍSTICAS DO LEITE DE MÃES DE RECÉM-NASCIDOS DE BAIXO PESO MARTA DUARTE DE BARROS1 EDITE YAMASHIRO 2 ORLANDO BARRETO 3 MAGDA MARIA S. CARNEIRO SAMPAIO

VINAGRE, R. D.; DINIZ, E. M. A.; VAZ; F. A. C. Leite humano: um pouco de sua história. Revista de Pediatria, São Paulo, 2001.

BRASIL. Ministério. ESTUDO COMPARATIVO DO DESENVOLVIMENTO SENSÓRIO-MOTOR DE RECÉM-NASCIDOS PREMATUROS DA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL E DO MÉTODO CANGURU193 UTI Neonatal e Método Canguru RBPS 2005; 18 (4) : 191-198

A Enfermaria Canguru dispõe de 05 leitos, que Souza ELBL. Fisioterapia aplicada à obstetrícia & aspectos de neonatologia: uma visão multidisciplinar. 2ª ed. Belo Horizonte: Health; 2000.

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Cloherty JP, Stark AR. Manual de Neonatologia. 3ª ed. Rio de Janeiro: Medsi; 1993.

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Charpak N, Calume ZF de, Hamel A. O método mãecanguru: pais e familiares dos bebês prematuros podem substituir as incubadoras. Rio de Janeiro: McGraw-Hill; 1997.

Törnhage CJ, Stuge E, Lindberg T, Serenius F. First week kangaroo care in sick very preterm infants. Acta Paediatric 1999; 88(12): 1402 – 4.

Hassano AYS, Oliveira MCB, Steinberg V. Novo manual de follow-up do recém-nascido de alto risco. Rio de Janeiro: Serviço de Informação Científica da Nestlé;1994.

Andrade MAG. Continuidade entre a vida pré e pós-natal. Informativo método mãe canguru 2002 jan-mar; (3).

Ayache MG, Mariani Neto C, Corinto MN. Considerações sobre o desenvolvimento motor do prematuro. Temas sobre o desenvolvimento 2003 novdez; 12(71): 5-9.

Figueiredo DV. O método mãe-canguru de assistência ao recém-nascido pré-termo de baixo peso. Temas sobre desenvolvimento 2003; 12(71): 11-4.

Ministério da Saúde (BR). Atenção humanizada ao recém-nascido de baixo peso: método mãe-canguru; manual do curso. 1ª ed. Brasília: Ministério da Saúde;

(RE) CONHECENDO A PARTICIPAÇÃO MASCULINA NO MÉTODO MÃE-CANGURU: UMA INTERFACE COM A PRÁTICA ASSISTENCIAL DE ENFERMAGEM

Machado, M.E.D.[9]; Santos, N.D.[10]

Fundação Técnico-Educacional Souza Marques

nic.nds@gmail.com

O Método Mãe-Canguru foi implantado no Brasil desvinculado da imagem de ser uma técnica própria à economia de recursos financeiros e sim de assessorar em conjunto a criança e sua família e por isso recebeu o nome de Assistência Humanizada ao Recém-Nascido de Baixo Peso (1). Por ser uma estratégia que contempla a tendência de humanização e integralidade do cuidado sinaliza que ela deve enfocar o bebê e sua família numa mesma perspectiva, considerando a experiência de todos os seus membros nessa metodologia assistencial (2-3). Percebendo os benefícios que podem ser gerados por esse procedimento e seu alcance além do binômio mãe e filho, delineou-se como objeto do presente estudo a participação masculina no Método Mãe-Canguru. Essa metodologia é desenvolvida em três etapas, e é notável que em todas elas a colaboração masculina pode se fazer presente. No entanto, a realidade pouco corrobora com essa expressão, pois essa específica participação na Assistência Humanizada ao Recém-Nascido de Baixo Peso é garantida pela norma que a rege, porém é pouco estimulada e explorada. Por conseguinte, o corrente estudo tem como objetivo geral avaliar os principais determinantes que minimizam a participação efetiva do homem nesse processo. Os objetivos específicos respondem por caracterizar a figura masculina que mais participa desse tipo de assistência e como a atuação da Enfermagem se dá nesse contexto. Este estudo é de natureza descritiva com abordagem qualitativa, transcorrerá na forma de pesquisa de campo e terá como sujeitos os profissionais da equipe de enfermagem de uma Maternidade-Escola de âmbito federal do município do Rio de Janeiro. O instrumento de coleta de dados é embasado no formato de entrevista semi-estruturada. No momento, o projeto de pesquisa foi encaminhado ao Comitê de Ética em Pesquisa da instituição supracitada. Este estudo é elaborado segundo as diretrizes da resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde, a qual discursa sobre a pesquisa envolvendo seres humanos (4). Por se tratar de uma nota prévia de Trabalho de Conclusão de Curso de Graduação, ainda não há resultados e considerações finais a serem divulgados. No entanto, em vista da repercussão da performance do Enfermeiro perante as dificuldades que se apresentam na implantação desse tipo de atendimento, é relevante apontar que mesmo ainda obscuros, há meios para ampliar a colaboração do homem no Método Mãe-Canguru e a partir disso contribuir com uma reflexão acerca do processo de humanização hospitalar desenvolvido atualmente pelos programas do Ministério da Saúde.

Bibliografia

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Área de Saúde da Criança. Atenção humanizada ao recém-nascido de baixo peso - método mãe-canguru: manual do curso. Brasília (DF): Ministérios da Saúde; 2002.

Cabral IE, Rodrigues EC. O método mãe-canguru em uma maternidade do Rio de Janeiro 2000-2002: necessidades da criança e demanda de educação em saúde para os pais. Texto Contexto Enferm 2006; 15(4): 629-36.

Caetano LC, Scochi CGS, Ângelo M. Vivendo no método canguru a tríade mãe-filho-família. Rev Latino-am Enferm, 2005; 13(4): 562-68.

Brasil. Conselho Nacional de Saúde. Resolução n.196 de 10 de outubro de 1996. Diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas com seres humanos. Brasília (DF): Ministério da Saúde; 1996.

AVALIAÇÃO DA ATENÇÃO HUMANIZADA AO RECÉM-NASCIDO DE BAIXO PESO – MÉTODO-CANGURU (AHRNBP-MC) PELAS MÃES, EM MATERNIDADE DE REFERÊNCIA DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO

Hennig, M.A.S.; Gomes, M.A.S.M.; Morsch, D.S.

Instituto Fernandes Figueira – FIOCRUZ

mabreu@rio.com.br

Introdução: A proposta da AHRNBP-MC, implantada pelo MS, se diferencia de outros modelos de atenção ao recém-nascido de risco, ao destacar a importância dos pais nos cuidados com seu bebê, porém são poucos, ainda, os estudos brasileiros que discutem a participação dos pais neste contexto específico de cuidado.

Este estudo propõe que a AHRNBP-MC seja vista como uma diretriz clínica e, com base na literatura já existente, considerada também uma tecnologia em saúde*¹,²,³. Ao buscamos referência nos trabalhos publicados sobre as diferentes estratégias relativas as Boas Práticas (BP) no cuidado neonatal, encontramos o Cuidado Centrado na Família (CCF), que ao reconhecer a valorização da presença dos pais como parceiros nos cuidados dos RN de risco, tornou-se um principio orientador de boas práticas.

Assim, tendo a AHRNBP-MC como uma Boa Prática em saúde, buscamos traçar um paralelo entre esta e outro importante componente do cuidado infantil descrito na literatura internacional: o Cuidado Centrado na Família*7. A partir desta correspondência, O CCF por ser uma filosofia de cuidado que reconhece a importância dos pais na vida dos recém-nascidos, desenvolveu seus princípios na atenção neonatal identificando-os como sendo os mais importantes para os pais e equipe de saúde: segurança, gentileza, comunicação, informação consistente, educação, meio-ambiente, manejo da dor, participação, proximidade, apoio*6,8. No Brasil, a AHRNBP-MC por ser uma política que implica numa estreita relação entre mãe/pai/bebê, permite-nos encontrar várias correspondências com as do CCF, nas dimensões: comunicação e informação, alívio da dor/cuidados individualizados, participação dos pais nos cuidados, ambiente e seguimento pós-alta.

Desta forma, a proposta deste estudo é a avaliação das práticas que compõem a AHRNBP-MC pelas mães de recém-nascidos atendidos em maternidade pública do município do Rio de Janeiro, que receberam este tipo de cuidado.

Objetivos: Discutir a AHRNBP-MC como diretriz clínica de boas práticas do cuidado neonatal; Elaborar instrumento que possa avaliar a satisfação das mães com o atendimento;Aplicar o instrumento de avaliação em maternidade pública do município do Rio de Janeiro.

Desenho Metodológico: Estudo quantitativo, transversal, que busca avaliar a satisfação das mães de RN atendidos pela diretriz clínica AHRNBP-MC.

Os dados necessários para este estudo serão obtidos a partir de um questionário construído,  elaborado e previamente validado por experts, para conhecer a avaliação da mãe brasileira sobre a AHRNBP-MC.

A pesquisa se dará em uma maternidade da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro (SMS-RJ), que contempla a AHRNBP-MC, em suas três etapas.

Bibliografia

Institute Of Medicine (US). Committee to Advise the Public Health Service on Clinical Practice Guidelines; Field MJ, Lohr KN (editors). Clinical Practices Guidelines: Directions for a New Program. Washington, DC: National Academy Press, 1990.

Mendes EV, Shimazaki ME. [Apostila do Curso: A Gestão da Clínica nos Sistemas de Serviços de Saúde]: Minas Gerais: Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais; 2004.

Vianna CMM, Caetano R. Avaliação Tecnológica em Saúde: Introdução a alguns conceitos básicos. [Texto didático preparado para o Mestrado Profissional em Administração em Saúde; Disciplina de Gestão Tecnológica] Ministério da Saúde/IMS-UERJ; 2001.

CONNER JM, NELSON EC. Neonatal Intensive Care: satisfaction measured from a parent’s perspective. Pediatrics, 1999 Jan; 103(1):336-349

HARRISON H. The Principles for Family-Centered Neonatal Care. Pediatrics, 1993 Nov; 92 (5):643-650

MOORE KAC, COKER K, DUBUISSON AB, SWETT B, EDWARDS WH. Implementing Potentially Better Practices for Improving Family-Centered Care in Neonatal Intensive Care Units: Successes and Chalenges. Pediatrics 2003; III (4):e450-e460. 8/06.

MÚSICA – “O LEITE QUE ENTRA PELOS OUVIDOS”

Vianna, M.N.S.; Carvalhaes, A.S.

Maternidade-Escola da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ME-UFRJ)

marthanegreiros@hotmail.com

A prática da musicoterapia vem apresentando resultados significativos em vários campos da saúde mental, educação especial, reabilitação e desenvolvimento social. Contudo, a musicoterapia na área materno-infantil é um campo ainda emergente, e por este motivo, faz-se necessário o investimento em pesquisas que possam sistematizar e organizar uma vertente teórico-crítica sobre a prática da musicoterapia na área em questão. Em outubro de 2000, implantamos a clínica musicoterapêutica na Unidade de Neonatologia – Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), Unidade Intermediária (UI) e Alojamento Mãe-Canguru (AMC) – da Maternidade-Escola da UFRJ, junto às mães/pais/familiares dos bebês internados. A prática clínica suscitou para nós questões relativas à música como meio facilitador de comunicação e expressão de conteúdos emocionais, e capaz de promover o alívio das ansiedades, temores e tensões que cercam este momento específico da família. Procuramos então focalizar como objetivos favorecer a instalação da “função materna” e o aleitamento materno, aqui compreendido como um lugar de confluência de múltiplos e complexos aspectos que perpassam a mulher desde a gestação e que se tornam marcadamente visíveis no puerpério, principalmente em mães de bebês internados. Demos início então ao projeto de pesquisa que resultou na dissertação de mestrado “Musicoterapia e Aleitamento Materno”, orientado pelos professores Dr. Arnaldo Prata e Dr. Antonio Ledo, concluída em agosto de 2008, que comprovou um aumento da frequência de aleitamento materno das mães que participaram das sessões de musicoterapia. Cabe aqui serem destacados alguns pressupostos teóricos que fundamentam a clínica musicoterápica na área materno-infantil: a existência de um universo sonoro-musical intra-uterino; a importância da voz materna na constituição do vínculo mãe-bebê; intervenção precoce nos laços de comunicação mãe-bebê como prevenção; música e aleitamento materno. As sessões grupais de musicoterapia, atualmente, são realizadas na “Sala de Atividades do Alojamento Mãe-Canguru”, as terças e quintas-feiras das 14 às 15h. Durante os encontros, os participantes “fazem música”. O que chamamos “fazer música” é a produção musical oriunda das próprias motivações expressivas internas do sujeito, em que este escolhe os instrumentos musicais e a forma de tocá-los, as improvisações e canções em um encadeamento espontâneo. Certamente, a linguagem musical se constitui em um “alimento afetivo”, no dizer de Cyrulnik, e também sabemos que o reconhecimento da voz materna se constitui como uma das experiências mais precoces e totais da vida de um bebê. A voz materna pode ser considerada como o “leite que entra pelos ouvidos”, como afirmam Aberastury e Toledo. “A voz da mãe é a da música; a música é a voz da mãe”. (Lacas)

Bibliografia

ABERASTURY, A;  ÁLVAREZ DE TOLEDO, R. La Musica y los instrumentos musicales. Revista de la Asociación Psicanalítica Argentina, 1955; 12(2pt.1):183-200.

CYRULNIK, B.  Los alimentos afectivos.  Buenos Aires:  Nueva Visión, 1994.

NEGREIROS, M. Musicoterapia e Aleitamento Materno. Rio de Janeiro, 2008.

ATUAÇÃO DO BANCO DE LEITE HUMANO DA MATERNIDADE ESCOLA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO NOS CUIDADOS COM O RECÉM-NATO DE ALTO RISCO

Trinta, V.O; Miranda, L.; Rodrigues, R.N.; Silva, B.C.P.O.; Souza, N.O.; Andrade, D.S.; Rosa, F.C. e Bornia, R.G.

Maternidade Escola da Universidade Federal do Rio de Janeiro

vaniatrinta@me.ufrj.br

É sabido que o número de nascimentos prematuros tem aumentado em todo o mundo. Dados do Ministério da Saúde de 2002 apontam que 1/3 dos bebês prematuros ou de baixo peso ao nascer morrem antes de completar 1 ano de vida. No Brasil, a primeira causa de mortalidade infantil está relacionada a afecções perinatais (problemas respiratórios, asfixia ao nascer e infecções). Os avanços da neonatologia e o surgimento das unidades de tratamento intensivo neonatal, a diversidade de medicamentos atualmente disponíveis e as novas condutas de abordagem ao prematuro e bebês de baixo peso, possibilitaram o aumento significativo da sobrevida dessa clientela. Todavia, não podemos destacar as beneces do aparato tecnológico sem ressaltar também a importância do suporte nutricional ministrado no início da vida extra-uterina dos recém-nascidos prematuros ou de baixo peso, uma vez que as funções imunológica, hepática, respiratória e hemodinâmica dependem de um estado nutricional adequado para poderem responder a contento à terapia medicamentosa. Portanto, a nutrição recebida no início da vida extra-uterina pode influenciar a sobrevida e a morbidade do recém-nascido. É nesse cenário que o leite materno vem sendo cada vez mais valorizado. Por ser espécie-específico, o leite humano, substância viva e de grande complexidade biológica, atende às exigências nutricionais e imunológicas do recém-nascido, conferindo condições adequadas ao seu crescimento e desenvolvimento cognitivo e motor. Ainda, a amamentação favorece o fortalecimento do vínculo mãe-filho. Considerando todos esses aspectos, o Banco de Leite Humano da Maternidade Escola da UFRJ integra a equipe multidisciplinar de cuidados, através do estímulo e manutenção da lactação das mães dos recém-nascidos de alto risco na primeira etapa do Método Mãe Canguru, proporcionando a oferta daquele que é um produto nobre para a nutrição de todo bebê: o leite materno.

Bibliografia

Nascimento, M.B.R.; Issler, H.- Breastfeeding: Making the difference in the development, health and nutrution of term and preterm newborns – Rev. Hosp. Clin. Fac. Med. S. Paulo 58 (1):49-60, 2003.

Calil, V.M.L.T.; Falcão, M.C. – Composição do leite humano: o alimento ideal – Rev. Méd (S. Paulo) 2003jan.-dez.; 82 (1-4):1-10.

Sgarbieri, V.C. – Propriedades fisiológicas-funcionais das proteínas do soro de leite – Rev.Nutr. vol.17 n4 Campinas out./dez. 2004.

Dangin, M.; Boiurie,Y.; Garcia-Rodena, C.; Gachon,P.; Fauquant, J.; Callier,P.; et all- The digestion rate is an independent regulating factor of post prandial protein retention- Am J Physiol Endocrin Metab 2001; 280:E340-E8.

Frühbeck, G. – Slow and fast dietary proteins – Nature 1988, 39:843-5.

Almeida, J.A.G. – Amamentação: um híbrido natureza-cultura – Rio de Janeiro. Editora Fiocruz, 1999.

Gomes, M.M.; Saunders, C.; Accioly, E. – Papel da vitamina A na prevenção do estresse oxidativo em recém-nascidos – Rev. Bras. Saúde matern. Infant.,recife, 5(3):275-282, jul./set., 2005.

Saunders, C.; Accioly, E.; Lacerda, E.M.A. – Nutrição em Obstetrícia e Pediatria – Cultura Médica, Rio de Janeiro, 2003.

CARVALHO, M. R. Método mãe-canguru de atenção ao prematuro. Rio de Janeiro: BNDES,2001.

A PSICOLOGIA NA HUMANIZAÇÀO DO PROGRAMA MÃE-CANGURU

Costa, M.V.W.M.; Monteiro, L.F.; Ferman E.

Maternidade-Escola da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ME-UFRJ).

mvictoriawerneck@gmail.com

O atendimento psicológico se inicia desde a. internação da gestante em risco de parto prematuro. Mas será no puerpério que as alterações psicológicas se intensificam. Estas estão vinculadas aos transtornos de ajustamento pela nova situação que vivenciam, ou seja, na confirmação da impossibilidade de cuidar de seu filho, uma vez que, não será a mãe, mas a equipe médica que irá tomar as providencias e decisões quanto ao bem-estar e a sobrevida do recém nascido, que permanecerá isolado e protegido em uma incubadora - ligado a aparelhos e sendo constantemente monitorado.

Portanto é neste período temporal indeterminado, do nascimento precoce até a possibilidade de integrar-se ao alojamento mãe-canguru, que se verifica a necessidade de uma intervenção psicológica para uma assistência mais humanizada tanto para a mãe, quanto para o recém nascido e família. Podemos enumerar algumas urgências a serem trabalhadas: o estresse do ambiente hospitalar, onde se inclui o risco de vida da criança, a verificação pela mãe do distanciamento existente entre a criança imaginada e o bebê frágil que é visto, os sentimentos ambivalentes, entre outros. Um outro ponto importante a ser ressaltado é que estas situações de estresse podem levar a conflitos com a equipe multiprofissional devido às rotinas e procedimentos pré-estabelecidos, e em muitos casos constata-se a dificuldade de manter a lactação.

Assim acreditamos na importância do atendimento psicológico à mãe/família, onde trabalhamos as principais vertentes acima citadas, através de propostas para o atendimento destes no alojamento, em consulta interdisciplinar com a pediatria/enfermagem (a partir da participação no round neonatal, esclarecendo-os sobre procedimentos e rotinas), em grupo com os pais, na assistência à família (acompanhando as visitas de avós e irmãos), visando uma rede de apoio e humanização por parte da equipe neonatal e demais participantes do programa.

Consideramos também de suma importância enfatizar o lugar da função paterna, incluindo também sua participação como facilitador, como suporte materno, podendo ajudar a fortalecer o vínculo afetivo do casal com o recém nascido através da fala, canto, toque e colo (posição canguru) desde a primeira etapa.

Na segunda etapa, a mãe precisará de muito apoio para iniciar esta nova fase, quando assumirá efetivamente os cuidados com o filho, incluindo a “transição” da dieta por sonda para o seio materno. Esta nova fase demandará grande esforço da mãe para desempenhar sua maternagem, lembrando que o trabalho é com o binômio mãe-filho para que a mulher não se sinta um mero “objeto” nos cuidados com o recém nascido.

O trabalho psicológico é amplo, incluindo o manejo dos aspectos subjetivos dos diversos sujeitos envolvidos, da situação de internação hospitalar e do que daí advém, e, finalmente, da realidade que sofre constantes mudanças, podendo alterar o rumo da internação e de seus acontecimentos. Assim o atendimento psicológico procurará minimizar ou transformar o curso de patologias psíquicas ou relacionais que podem se instalar pelo nascimento precoce de uma família prematura.

Bibliografia

ALMEIDA, J. A. G.  Amamentação: um híbrido natureza-cultura.  Rio de Janeiro: FIOCRUZ, 1999.

WINNICOTT, D. W. Os bebês e suas mães. Martins Fontes,2006

CARVALHO, M. R. Método mãe-canguru de atenção ao prematuro. Rio de Janeiro: BNDES,2001.

A PREMATURIDADE E A FORMAÇÃO DO APEGO

Cavalheiro, B.C.; Duarte, L.M.

Sociedade Educacional Três de Maio – SETREM

cavalheirobia@yahoo.com.br

A prematuridade é uma das complicações mais comuns da gestação, sendo que a sua incidência está diretamente ligada às condições sociais e de saúde maternas e à falta de acesso ou de qualidade de acompanhamento pré-natal. Dependendo do grau da prematuridade, o RN precisará ficar em cuidados intensivos por um bom tempo ou até atingir as condições necessárias para que a sua sobrevivência seja garantida sem os recursos disponíveis em um ambiente como uma UTIP. Esta privação inicial dos pais em relação ao seu bebê dificulta a formação do apego/vínculo que são as garantias futuras de sobrevivência deste último. Esta pesquisa é de abordagem qualitativa, do tipo exploratório descritiva, e teve como objetivo Identificar o sentimento das mães frente à prematuridade de seus bebês, bem como o que tem sido feito pela equipe de trabalhadores da UTIP (Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica), para estimular a formação do apego entre mães e bebês. Foram entrevistadas seis mulheres que tiveram seus filhos prematuramente e cinco funcionários da UTIP, através de uma entrevista semi-estruturada, em um hospital da região Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul. Após a coleta, os dados foram analisados, através da análise de conteúdo. Pode-se concluir que as mães têm sentimentos variados em relação aos seus filhos, como o medo da morte, angustia e culpa, mas em contrapartida tem sido incentivadas pela equipe de enfermagem a prestarem cuidados aos bebês, o que vem facilitando o processo de formação de apego/vínculo. Observou-se que é muito importante para a mulher saber de todos os procedimentos realizados com seu filho, fazendo com que elas se sintam mais seguras para prestarem os devidos cuidados com seus bebês.

O DIÁRIO DO BEBÊ PREMATURO COMEÇA NA UTI NEONATAL

Capellini, V.K., Ciaciare, B.C., Ferrari, N.F.M., Rosseto, E.G., Sassa, A.H., Souza, S.N.D.H.

Hospital Universitário Regional do Norte do Paraná/Universidade Estadual de Londrina

ediluiz@sercomtel.com.br

O nascimento de um prematuro na família caracteriza-se por um momento inesperado, geralmente banhado por sentimentos de culpa, fragilidade e insegurança quanto à vida do bebê. Consiste num evento estressante para os pais e para toda a família, agravado pela necessidade de cuidados especiais e o longo período de internação, uma vez que se sentem distantes do próprio filho e despreparados para os cuidados que a criança necessita. A partir desse contexto, sentiu-se a necessidade de criar um instrumento em que a família pudesse registrar suas experiências vividas durante a internação do bebê prematuro, juntamente com uma série de informações com a finalidade de orientar e auxiliar os pais na assimilação de toda a situação. Qualquer iniciativa que se configure em uma oportunidade aos pais de participar ativamente dos momentos críticos e de superação de seu bebê pode lhes trazer conforto e segurança, minimizando o sentimento de culpa e aumentando o vínculo pais-filho tão precioso e fortalecedor para o futuro dessa criança e de sua família. Baseado nos Álbuns do Bebê, comumente utilizados pelas mães de recém-nascidos para registrar os acontecimentos marcantes no primeiro ano de vida, foi elaborado um Diário do Bebê especial para o bebê prematuro. Isto poderia contribuir para a elaboração do evento pela família, permitindo melhor apropriação da situação até que seu bebê se encontre no aconchego do lar. O objetivo deste trabalho é descrever o álbum do bebê prematuro nascido com menos de 1500g, que deve ser preenchido pelos pais dos bebês internados na Unidade Neonatal do Hospital Universitário Regional do Norte do Paraná (HURNPR) em Londrina. O Diário do Bebê inclui em suas diversas sessões, o relato da experiência durante a internação do bebê e na pós-alta, desde a primeira visita à unidade até o primeiro ano de vida. O diário é entregue às mães na ocasião da primeira visita ao bebê na unidade e é composto por: Cartinha do Bebê; Recadinho da Equipe; Diário do Bebê durante o período de internação, onde há espaço para o registro como o primeiro banho do bebê entre outros cuidados; Conhecendo e Cuidando do Bebê Prematuro, onde são fornecidas informações sobre a unidade neonatal, as características do bebê prematuro, assim como a necessidade deste poder contar com a presença da mãe e do pai para a formação do vínculo e fortalecimento deste; Diário da Família, onde são registradas as visitas realizadas pela família ao bebê na unidade neonatal; Diário do Aleitamento, contendo informações sobre a importância do leite materno para o prematuro, técnica de ordenha e o impresso para o Registro Diário da Ordenha, o qual espera-se que a mãe preencha diariamente, estimulando-a e favorecendo a produção láctea, além de valorizar seu papel como provedora da alimentação mais adequada para o seu bebê; Indo para Casa e Cuidando do Bebê, contendo informações sobre cuidados de higiene e conforto, sinais de perigo, medicações, vacinas entre outros, que a família poderá consultar mesmo após a alta do bebê. Espera-se que o Diário do Bebê possa favorecer no estabelecimento do vínculo mãe-filho-família, permitindo melhor enfrentamento e assimilação deste processo que envolve a prematuridade e suas conseqüências, tornando-se, no futuro, um álbum de lembranças reais e concretas sobre as conquistas e superações vivenciadas nessa jornada e sendo um “Diário da Vitória” para aqueles que venceram a luta pela vida.

RELATO DE EXPERIÊNCIA: ESTRATÉGIAS PARA DIMINUIÇÃO DE ESTÍMULOS DENTRO DE UMA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL

Laranja, D.A.S.; Vicente, S.M.R.; Mata, E.L.

Hospital Santa Marcelina (SP)

A prematuridade tem se tornado cada vez mais um problema de saúde pública. Além das patologias específicas da gravidez que desencadeiam o trabalho de parto prematuro, o desgaste físico e emocional da vida moderna tem interferido no ciclo gravídico, desencadeando o parto prematuro. Paralelamente, os avanços tecnológicos na área médica têm propiciado a sobrevida de bebês cada vez menores e mais imaturos5.

As UTIN apresentam equipamentos avançados e contam com uma equipe multidisciplinar que prestam cuidados especializados atuando e contribuindo para a diminuição da morbimortalidade. A assistência prestada ao neonato deve incluir tecnologia, cuidado apurado, delicadeza, precisão e aconchego, podendo estes interferir no desenvolvimento e crescimento do recém nascido3. Essa assistência não diz respeito somente à sobrevida, mas a qualidade de vida que este recém nascido terá ao longo da vida, fazendo com que repensemos nossos atos.

Realizamos um estudo de característica descritiva realizado na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal em Hospital Terciário situado na Zona Leste no município de São Paulo.

Pensando no crescimento e desenvolvimento do RN, aplicamos estratégias para diminuir a luminosidade, ruídos e manipulação. Estabelecemos horários que incluem os três turnos, denominados “psiu”, onde as luzes são desligadas, a fim de proporcionar um ambiente de tranqüilidade, priorizando a não manipulação e silêncio no local. Para diminuir a luminosidade contínua, utilizamos campos duplos de cores escuras sobre as incubadoras4.

A equipe multidisciplinar está voltada para um cuidado mais humanizado, identificando estratégias para adequação do meio ambiente em relação a ruídos e estímulos visuais1.

Os níveis de barulho podem atingir o frágil sistema auditivo do bebê, assim como interferir em seu sono e repouso, levando-o à fadiga, agitação, irritabilidade e choro, trazendo possíveis conseqüências de ordem física e emociona, bem como a luminosidade contínua2,3.

As estratégias por nós utilizadas contribuem efetivamente para a qualidade da assistência prestada que irão refletir futuramente no desenvolvimento do bebê e no contexto familiar

Bibliografia

Hennig MAS, et al. Conhecimentos e Práticas dos profissionais de saúde sobre a “atenção humanizada ao recém nascido de baixo peso-método canguru”. Rev. Bras. Saúde Matern. Infant., Recife, 6 (4): 427-435, out/dez.,2006.

Rolim KMC, Cardoso MVLML. Rev Latino-am Enfermagem 2006 jan/fev; 14(1):85-92.

Chaves EMC, et al. Humanização e Tecnologia na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. Rev. Nursing, 2007;10(113):467-470.

Gil AC. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo. Ed Atlas, 2002.5- Cano,A,;Fons,F.;BRINES,J.The effects on offspring of prematur parturition. Hum,reprod.Update,v.7,n.5,p.487-494,2001.

Montafu A. Tocar: o significado humano da pele. 8ºed. São Paulo:Summus;19883. 6 - Dole, N. et al. Maternal stress and preterm birth. Am. J. Epidemiology, v.157, n.1, p.14-24, 2003.

MÉTODO MÃE-CANGURU: SOB A ÓTICA DO ALUNO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM

Sartori, C.; Oliveira, L.D.R.

Faculdade Anhanguera Educacional – Unidade 3 (Campinas)

lea.dolores@yahoo.com.br

Introdução: O Método Mãe-Canguru possibilita uma assistência humanizada e de qualidade superior ao recém-nascido prematuro de baixo peso. Permiti o contato pele a pele, promove a prática do aleitamento materno e favorece de maneira significativa a formação do vínculo afetivo entre mãe filho. Assim sendo, justifica-se a discussão, com os alunos de graduação em enfermagem, sobre a importância do método, sua forma de desenvolvimento, seus benefícios para o recém-nascido, família e instituição.

Objetivo: O objetivo do presente trabalho foi verificar o conhecimento de acadêmicos de enfermagem do último ano de graduação em enfermagem acerca do Método Mãe Canguru.

Metodologia: Trata-se de um estudo do tipo descritivo exploratório, de natureza qualitativa, do qual participaram 39 acadêmicos de enfermagem do quarto ano da Faculdade Comunitária de Campinas – Unidade 3. Os dados foram coletados por meio de entrevistas semi-estruturadas e posteriormente procedeu-se à análise de conteúdo das entrevistas, segundo a técnica de Bardin.

Resultados: A partir da análise dos dados foi possível a construção de 4 categorias: Definindo o Método Mãe Canguru; Desvendando a origem do Método; Conhecendo as vantagens com o uso do Método; e Atribuições do Enfermeiro no desenvolvimento do Método. Os alunos demonstram conhecimento sobre o Método Mãe Canguru, bem como sua origem e suas vantagens, e principalmente, identificaram no método uma forma de prestar assistência integral e de qualidade ao binômio mãe-filho. Os graduandos apontaram a existência de vantagens para a instituição de saúde e seus profissionais que contemplam o método em sua rotina de trabalho. Além disso, foi citada a importância do enfermeiro, enquanto educador em saúde, mediante a sua prática profissional, no que diz respeito à educação continuada da equipe, à busca do aprimoramento do conhecimento sobre o método e para o desenvolvimento de estratégias para a implementação progressiva do Método Mãe-Canguru nos centros de neonatologia.

Conclusão: Dessa maneira pode-se concluir que os futuros enfermeiros conhecem o método e seus benefícios, além de identificarem assertivamente as atribuições do profissional enfermeiro frente aos desafios peculiares do método. E ainda, acredita-se que o estudo contribuiu para despertar o interesse dos alunos referente à busca de novos conhecimentos, fato que desencadeia uma melhora na qualidade do embasamento científico que reflete diretamente na excelência da assistência de enfermagem.

Palavras-chave: método mãe-canguru; recém-nascido, prematuridade; aleitamento materno.

Bibliografia

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CONTRIBUIÇÃO DA ATUAÇÃO MULTIDISCIPLINAR À PROMOÇÃO DO ALEITAMENTO

Senicato C; Carrascoza, K.C.; Possobon, R.F.; Costa, L.S.T.

Centro de Pesquisa e Atendimento Odontológico para Pacientes Especiais (Cepae)

carolinesenicato@hotmail.com

No pós-parto, a mãe pode apresentar insegurança e ansiedade, ficando vulnerável à influência de familiares e profissionais de saúde despreparados para lidar com as questões do aleitamento materno. Este fato estimulou a criação do Grupo de Incentivo ao Aleitamento Materno Exclusivo (GIAME), uma das frentes de atuação do Centro de Pesquisa e Atendimento Odontológico para Pacientes Especiais (FOP-Unicamp). O GIAME trabalha com o manejo clínico da amamentação, por meio da atuação de uma equipe multidisciplinar formada por dentistas, fonoaudiólogos, nutricionistas, psicólogos e obstetriz, disponibilizando aconselhamento para gestantes e mães, a fim de oferecer condições para que o aleitamento materno seja mantido de forma exclusiva até o sexto mês de vida da criança. As gestantes participam de uma reunião para receber as primeiras informações sobre o tema e iniciam sua participação no GIAME por volta do 15º do pós-parto, permanecendo neste programa por seis meses. A avaliação do GIAME mostrou que, aos 6 meses, 92,5% das crianças recebem leite materno, sendo 47,5% de forma exclusiva (AME). Índices da literatura ficam abaixo de 50% de aleitamento materno aos 6 meses, sendo que o AME não ultrapassa 6% da população. Segundo relato das mães, podem atuar como estímulos reforçadores à prática do aleitamento o prazer em amamentar, a aceleração da perda de peso e a saúde da criança. Em contrapartida, são citados como estímulos aversivos, ou seja, fatores que podem desestimular a prática do aleitamento: dor na mama, fadiga e ansiedade, falta de apoio e orientações inadequadas. Assim, o profissional de saúde deve estar apto a atuar de modo a oferecer apoio informativo, instrumental e emocional, em uma atitude de aconselhamento, contribuindo desta forma para aumentar os estímulos reforçadores relacionados ao aleitamento. A atuação multidisciplinar, com os profissionais oferecendo contribuições específicas à sua área de atuação, porém com total interação entre as especialidades, parece ter sido um relevante instrumento para promover, proteger e apoiar o aleitamento materno.

Bibliografia

BARRÊTO et al. Hábitos bucais de sucção não-nutritiva, dedo e chupeta: abordagem multidisciplinar. JBP, j. bras. odontopediatr. odontol. bebê. v.29, n.6, p.42-48, 2003.

CARRASCOZA, K.C. Grupo de incentivo ao aleitamento materno exclusivo: um estudo longitudinal. Tese (Doutorado) Universidade Estadual de Campinas. Faculdade de Ciências Médicas. Campinas, SP, 2007. 174p.

www.fop.unicamp.br/cepae

[1] Acadêmica da Escola de Enfermagem Anna Nery/Universidade Federal do Rio de Janeiro. E- mail: claudiarj_eean@yahoo.com.br

[2] Profa. Adjunta II.EEAN/DEMI/UFRJ.  Parte do projeto de pesquisa intitulado: Atenção a saúde do recém-nascido: desafios e tendências para a prática do cuidar. Pesquisadora NUPESC. E-mail: marialdanit@gmail.com

 

 

[3] Acadêmica do Curso de Enfermagem das Faculdades Integradas Teresa D’Ávia – FATEA. Lorena. Estado de São Paulo. Brasil.

[4] Profº de Biologia da Rede de ensino Pueri-Domus – GENESIS / Lorena-SP, Biólogo, Pós-Graduando em Saúde Coletiva e Graduando de Enfermagem pelas Faculdades Integradas Teresa D´Ávila – FATEA- Lorena-SP.

[5] Docente; Mestre em Obstetrícia; Faculdades Integradas Teresa D’Ávila – FATEA – Lorena-SP.

[6] Enfermeira. Mestre em Ciências Biológicas. Professora nas Faculdades Integradas Teresa D Ávila – FATEA – Lorena-SP

[7] Enfermeira Docente e Especialista em Neonatologia Professora  nas  Faculdades Integradas Teresa D Ávila-FATEA –Lorena –SP

[8] Enfermeira Sanitarista – Universidade Severiano Sombra –RJ

 

[9]Orientadora. Mestre em Enfermagem pela UERJ. Enfermeira da SMS-RJ. Professora Assistente da Escola de Enfermagem da FTESM

 

[10] Acadêmica do 7º período da Escola de Enfermagem da FTESM.

 
 


Última atualização: 7/7/2011

 

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