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OMS: revisão da IHAC/BFHI mantém os 10 passos para o Aleitamento Materno

Por: Prof. Marcus Renato de Carvalho, IBCLC

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OMS: revisão da IHCA/BFHI mantém os 10 passos para o Aleitamento Materno

                                   Cinco organizações internacionais (ILCA, LLLI, a rede BFHI, IBFAN, WABA) enfrentaram a OMS na proposta de revisão dos 10 passos do sucesso de aleitamento que são a base da IHAC/BFHI – Iniciativa Hospital Amigo da Criança.

Os 10 Passos serão mantidos como estão e o Código Internacional será incluído no Passo 1 - a etapa de política ou gestão.

O Passo 9 é mantido, mas não redigido tão fortemente como gostaríamos, com a proibição do uso de mamadeiras e bicos (chupetas) nas maternidades. Abaixo, a carta de explicações de um dos Coordenadores de Amamentação da OMS explicando o processo que se iniciou no ano passado.

 

Queridos colegas,

Gostaríamos de agradecer a todos pelo importante tempo e atenção que vocês dedicaram a fornecer dados para a orientação atualizada da OMS / UNICEF sobre a Iniciativa do Hospital Amigo da Criança. Seu trabalho árduo na revisão do último documento preliminar o fortaleceu consideravelmente. Aceitamos tantas das suas edições propostas como pudemos. 

 

Agradecemos o seu reconhecimento sobre a necessidade de revisar a redação dos Dez Passos para garantir que estejam alinhados com as evidências mais atualizadas. Ao mesmo tempo, entendemos o valor de manter o tópico de cada um dos Dez Passos consistente com o reconhecimento geral de cada passo. Assim sendo, concordamos em manter a numeração e assunto de cada um dos Dez Passos originais, como vocês solicitaram (vejam abaixo). Como acreditamos firmemente que o Código precise ser incorporado aos Dez Passos e que o monitoramento interno é fundamental para a sua sustentabilidade, decidimos incorpora-los ao Passo 1 sobre as políticas de alimentação infantil, com sub passos 1a-1c. O passo 9 continuará a se concentrar no uso de mamadeiras, bicos e chupetas, mas enfatizará a necessidade de fornecer informações adequadas aos pais, ao invés de proibir seu uso.

 

Não podemos descrever em detalhes como lidamos com todas as questões que vocês levantaram. No entanto, existem alguns itens chave que acreditamos serem dignos de alguma explicação:

 

- Vocês levantaram a preocupação de que não há provas de problemas com os Dez Passos ou que as mudanças que propusemos produzirão melhores resultados. Na verdade, há uma ampla evidência de desafios com a implementação dos Dez Passos na literatura publicada, os estudos de caso e as entrevistas com informantes-chave. Conforme documentado no relatório de status da BFHI de 2017, líderes nacionais dos programas BFHI descreveram os problemas do pessoal que não apoiava a implementação de muitos dos passos. As Diretrizes da OMS revisaram a literatura sobre atitudes dos profissionais de saúde sobre cada uma das etapas e documentaram resistência considerável. A aplicação do Código foi identificada como um problema chave para muitas instalações.

Desafios com a implementação da BFHI como um todo também foram documentados nos estudos de caso e as informações dos informantes chave. A ênfase na avaliação e acreditação externas, e pouco foco no monitoramento interno regular das práticas das maternidades foi um desafio fundamental para a sustentabilidade e cobertura. A melhoria da qualidade da literatura indica claramente a necessidade de monitoramento continuo dentro das instalações. Embora não possamos garantir que o as mudanças na orientação da BFHI levarão a uma cobertura de 100%, há ampla evidência em vários aspectos do cuidado da saúde que a integração e tendência atual das práticas são importantes para alcançar uma cobertura elevada e sustentabilidade. Assim, acreditamos que as mudanças propostas são, de fato, baseadas em evidências.

 

- Vocês propõem que, se prematuros, baixo peso ao nascer e bebês doentes forem ser incluídos na BFHI, são necessários mais detalhes sobre como cada passo se aplica a eles. Cada uma das etapas clínicas (Etapas 3-10) inclui parágrafos que descrevem especificamente como o passo pode ser diferente ou especialmente importante para crianças prematuras e doentes. As edições sugeridas pelo seu grupo ofereceram poucos subsídios complementares ao texto, portanto, não está claro o que mais estava sendo considerado. Nós não acreditamos que seja apropriado que este documento entre na gestão de problemas clínicos em qualquer tópico, incluindo a alimentação de grupos específicos de bebês. Nós recorremos ao documento Neo-BFHI para mais orientações.

 

- Vocês suscitaram preocupações sobre a estimativa de cobertura global da BFHI, citando exemplos em que as informações coletadas pela rede BFHI diferem das fornecidas pelo governo na Revisão Global da Política de Nutrição (GNPR). Para investigar isso mais adiante, nós refizemos a análise usando os dados da rede BFHI em vez dos dados GNPR para todos os países no banco de dados da rede. Esta análise aumenta a prevalência global de 10,1% para 10,2%. Nós concordamos que as práticas de amamentação também podem mudar quando os hospitais estão trabalhando para sua designação, mas ainda não conseguiram alcançá-la. Incluímos uma menção disto no documento.

 

- Vocês também levantaram questões sobre a interpretação do Relatório da OPAS sobre a BFHI na América Latina e no Caribe. Enquanto que sugerimos que o relatório aponte a dificuldade de sustentar um programa de designação BFHI vertical durante um longo período, vocês propuseram que a epidemia de HIV foi responsável por uma queda no interesse na BFHI. Reexaminamos os dados da OPAS e descobrimos que 5 países mostraram hospitais designados Amigos das Crianças primeiramente em 1991-95, 7 em 1996-2000, 5 em 2001-5, 2 em 2006-10 e 4 em 2011-14. Não parece ser um impacto significativo o medo do HIV afastar programas nacionais amigos da criança nesta região.

 

- Alguns dos comentários questionam por que a diretriz chama os governos para desempenhar um papel maior na supervisão, integração e financiamento da BFHI, expressando ceticismo que os governos implementem a IHAC. Entendemos sua preocupação e certamente não esperamos que somente este documento mude a mente de funcionários reticentes do governo. Mas não podemos simplesmente aceitar a inércia do governo. Como Organização das Nações Unidas, é nosso imperativo emitir um chamado à ação (call to action) para todos os governos para desempenhar seu papel na extensão de cuidados de saúde de qualidade para toda sua população. Não podemos persistir em uma situação em que os Dez Passos sejam adotados voluntariamente por apenas um pequeno grupo de instalações. Esperamos que vocês se juntem a nós neste chamado à ação.

 

Esperamos que vocês estejam satisfeitos com a versão final do documento. Embora ainda não tenhamos uma data de lançamento final definida, estamos visando o final de março. Esperamos que vocês possam usar o documento para revigorar a BFHI melhorando a proteção, promoção, e apoio a amamentação em todo o mundo. Estamos ansiosos para continuarmos a trabalhar em conjunto para atingir esse objetivo.

 

Atenciosamente,

 

Dr. Laurence Grummer-Strawn*

 

 

 

Nova revisão dos Dez Passos para o Sucesso do Aleitamento

(Tradução livre em processo de revisão/adaptação para o Brasil)

 

Procedimentos de gestão

 

1. Cumprir plenamente o Código Internacional de Marketing de Substitutos do leite materno e as relevantes Resoluções da Assembleia Mundial da Saúde.

1b. Ter uma política de alimentação infantil escrita que seja rotineiramente comunicada ao staff e aos pais.

1c. Estabelecer sistemas de monitoramento e gerenciamento de dados em andamento.

 

2. Assegurar que o pessoal (profissionais de saúde) tenha conhecimento, competência e habilidades suficientes para apoiar a amamentação.

 

Principais práticas clínicas

 

3. Discutir a importância e o manejo da amamentação com mulheres grávidas e suas famílias.

 

4. Facilitar contato pele a pele imediato e ininterrupto e apoiar as mães a iniciarem a amamentação o mais rápido possível após o nascimento.

 

5. Apoiar as mães para iniciar e manter a amamentação e superar as dificuldades mais comuns.

 

6. Não fornecer aos recém-nascidos amamentados outros alimentos ou líquidos além do leite materno, a menos que seja uma indicação médica.

 

7. Possibilitar que as mães e seus filhos permaneçam juntos e pratiquem alojamento conjunto 24 horas do dia.

 

8. Apoiar as mães a reconhecerem e responderem aos sinais e reações dos bebês para a amamentação.

 

9. Aconselhar as mães quanto ao uso apropriado de mamadeiras, bicos e chupetas.

 

10. Coordenar a alta para que os mães e pais e seus filhos tenham acesso adequado a assistência e cuidados contínuos.

 

                Ten Steps to Successful Breastfeeding (revised 2018)

                                Critical management procedures


1a.   Comply fully with the International Code of Marketing of
Breast-milk Substitutes and relevant World Health Assembly resolutions.
1b.   Have a written infant feeding policy that is routinely
communicated to staff and parents.
1c.   Establish ongoing monitoring and data-management systems.


2.         Ensure that staff have sufficient knowledge, competence and
skills to support breastfeeding.

                                    Key clinical practices


3.         Discuss the importance and management of breastfeeding with
pregnant women and their families.


4.         Facilitate immediate and uninterrupted skin-to-skin contact
and support mothers to initiate breastfeeding as soon as possible
after birth.


5.         Support mothers to initiate and maintain breastfeeding and
manage common difficulties.


6.         Do not provide breastfed newborns any food or fluids other
than breast milk, unless medically indicated.


7.         Enable mothers and their infants to remain together and to
practice rooming-in 24 hours a day.


8.         Support mothers to recognize and respond to their infants’
cues for feeding.


9.         Counsel mothers on appropriate use of bottles, teats, and pacifiers.


10.     Coordinate discharge so that parents and their infants have
timely access to ongoing support and care."


* Dr Laurence Grummer-Strawn

Is chief of the Nutrition Branch at the Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Having earned his PhD from Princeton University, he has worked at CDC for over 21 years in the areas of Reproductive Health and Nutrition. He is an epidemiologist who has published over 100 scientific publications. He is recognized internationally for his work on vitamin and mineral deficiencies, breastfeeding policy, and development of both the CDC and the WHO Growth Charts.

Dr. Grummer-Strawn is widely known in the breastfeeding research and advocacy communities, serving as scientific editor of the Surgeon General’s Call to Action on Breastfeeding and a liaison to the United States Breastfeeding Committee. 

 

Esse documento foi traduzido pelo Dr. Moises Chencinski com apoio da Dra. Marina Rea. Marcus Renato fez poucas correções em alguns termos técnicos nos 10 passos.

 

 


Última atualização: 7/3/2018

 

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